A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) conversou com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes horas antes da decisão que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Papudinha nesta quinta-feira (15). A informação foi confirmada pela Folha de S. Paulo.

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A conversa entre Michelle e Moraes ocorreu na manhã de quinta e foi intermediada pelo vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ). A decisão que transferiu o ex-presidente para a Papudinha foi emitida por volta das 17h. O ministro e o deputado foram procurados pela Folha de S. Paulo, mas não confirmaram nem negaram o encontro.

O encontro com Moraes foi uma solicitação de Michelle, que estaria preocupada com questões de saúde de Bolsonaro. No final do ano passado, o ex-presidente passou por procedimentos cirúrgicos e, recentemente, sofreu uma queda na cela da Polícia Federal.

“Continuo confiando e agradecendo a Deus, certa de que tudo acontece no tempo do nosso amado Pai, e não no nosso. Sou grata a todos da PF que, durante o período em que o meu amor esteve lá, cuidaram dele com atenção, auxiliando nas medicações e nas refeições. Que Deus os recompense e os abençoe grandemente”, escreveu Michelle nas redes sociais.

Veja as fotos da cela de Bolsonaro na Papudinha

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Entenda a transferência de Bolsonaro

Alexandre de Moraes citou, ao determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, as reclamações feitas pela família do político e por apoiadores dele em relação às condições da cela na PF.

No despacho, que conta com 36 páginas, Moraes afirma que as reclamações não são verídicas. O ministro cita entrevistas do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República nas Eleições 2026 e, também, de Carlos Bolsonaro, onde os filhos do político reclamaram do tamanho das dependências da prisão, que tem 12 metros quadrados, o tempo de banho de sol, o barulho do ar condicionado, o tempo para visitas e a origem da comida.

Moraes ainda afirmou que esse tipo de reclamação faz parte de uma “campanha de notícias fraudulentas” para desqualificar e deslegitimar o Poder Judiciário. O ministro disse, também, que essas condições “absolutamente excepcionais e privilegiadas” não transformam o cumprimento da pena de Bolsonaro “em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias“.

Mesmo com a “total ausência de veracidade nas reclamações”, Moraes afirmou que isso não impediria a transferência do ex-presidente para uma Sala de Estado Maior “com condições ainda mais favoráveis”.

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