A BYD, marca chinesa e líder mundial na produção de carros elétricos e híbridos, trouxe ao Porto de Itajaí na noite dessa quarta-feira (27), um carregamento com 4.585 veículos a bordo do Grande Shanghai. Além dele, o Changsha, da própria montadora, visita a cidade em junho, para uma nova escala que totalizará 11.700 carros desembarcados em Itajaí.
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De acordo com o Porto de Itajaí, a operação teve início às 19h e envolveu cerca de 150 trabalhadores e 90 cegonhas. O desembarque foi realizado pela JBS Terminais e contou com um esquema logístico montado pelo terminal portuário para garantir agilidade na saída e transporte dos veículos.
Antes da chegada do navio Grande Shanghai, o Porto de Itajaí já havia movimentado 2.928 veículos em operações do tipo Ro-Ro em 2026. Com as duas escalas previstas da BYD, a expectativa é que o terminal alcance cerca de 14.713 veículos movimentados nesse tipo de operação até o final do ano.
Como foi a chegada do Grande Shanghai com carros BYD
Para o prefeito Robison Coelho, a atividade fortalece o setor portuário e amplia a capacidade de diversificação de cargas no município.
— Os navios de importação de automóveis são extremamente positivos para a economia da cidade. São cargas de alto valor agregado, que impactam diretamente na geração de empregos e fortalecem um nicho importante dentro do segmento portuário. Itajaí tem plena capacidade para ampliar ainda mais essa movimentação e diversificar os tipos de carga no porto — destaca.
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Empresa fará novo desembarque em junho
A BYD deve retornar para Itajaí em junho, para realizar a segunda parte da operação que traz novos carros elétricos da marca para a cidade. Nessa etapa, está previsto o desembarque de mais 7.200 unidades. Ainda sem data definida, a movimentação deve ser ainda mais intensa do que o primeiro embarque, já que conta com quase o dobro de veículos.
Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a primeira operação, realizada nessa quarta-feira, reforça a capacidade operacional do complexo portuário.
—A chegada do Grande Shanghai, com 4.585 veículos da BYD, mostra a capacidade do Porto de Itajaí de realizar operações de grande porte com segurança, eficiência e planejamento. A operação será conduzida pela JBS Terminais e reforça a confiança do mercado no porto público e federal de Itajaí — aponta.
Alíquota de imposto para carros elétricos deve chegar a 35% em 2027
O prazo previsto para isenção temporária do imposto de importação para veículos elétricos desmontados chegou ao fim em 31 de janeiro de 2026. Com isso, a modalidade volta a fazer parte do cronograma de elevação tarifária para carros elétricos híbridos e importados e deve atingir a alíquota de 35% a partir de janeiro de 2027.
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A resolução havia sido publicada após um pedido da chinesa BYD para que o governo reduzisse o imposto de importação sobre carros elétricos desmontados trazidos do exterior para serem montados no país.
A medida foi publicada em uma portaria pela Secretaria do Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), em 1º de agosto de 2025, com vigência de seis meses, e abrangia tanto veículos parcialmente montados (SKD) quanto os completamente desmontados (CKD).
Ruídos no mercado
A decisão gerou ruídos no mercado. À época, quatro das principais montadoras em atividade no Brasil se uniram para pressionar o governo.
Volkswagen, Stellantis, GM e Toyota assinaram uma carta conjunta, endereçada ao presidente Lula, pedindo que a isenção do imposto não fosse concedida.
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“Por uma questão de isonomia e busca de competitividade, essa prática deletéria pode disseminar-se em toda a indústria, afetando diretamente a demanda de autopeças e de mão de obra”, diz a carta assinada pelos presidentes das quatro empresas
A BYD também respondeu com uma carta. A empresa chinesa afirmou que sua chegada ao Brasil provocou uma reação negativa das montadoras tradicionais, e sugeriu que a real preocupação dessas empresas é perder a posição dominante no mercado e não conseguir competir com os preços e a tecnologia da marca.
“A reação da Anfavea [associação dos fabricantes] e seus associados, infelizmente, não é novidade. Trata-se do velho roteiro de sempre: diante de qualquer sinal de abertura de mercado ou inovação, surgem as ameaças de demissões em massa, fechamento de fábricas e o fim do mundo como conhecemos”, diz a BYD.
*Com informações do g1.












