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    Quatro pessoas morreram por coronavírus no sistema prisional de SC desde o começo da pandemia

    Um agente e três detentos foram as vítimas fatais entre 29 mil pessoas envolvidas no sistema

    08/10/2020 - 05h00

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    Por Márcio Serafini
    Visitas estão proibidas há sete meses para evitar proliferação de coronavírus
    Visitas estão proibidas há sete meses para evitar proliferação de coronavírus
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    Quatro pessoas morreram de covid-19 no sistema prisional de Santa Catarina desde o começo da pandemia, em março. As vítimas foram três presos e um agente penitenciário. O número de casos confirmados de coronavírus foi de 2.271. A partir do dia 20 de outubro, o desafio será a retomada das visitas presenciais sem dar margem para que o coronavírus invada as unidades.

    A letalidade é considerada pequena, diante de um universo de mais de 29 mil pessoas, entre presos (cerca de 23 mil), menores apreendidos e pessoas que trabalham no sistema prisional. Os dados são do governo do Estado.

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    - Embora se deva lamentar qualquer tipo de morte, a media é baixa, em uma analise fria. As medidas de controle e restrição de acesso funcionaram - afirmou o secretário de Administração Prisional e Socioeducativa, Leandro Lima, entrevista ao Estúdio CBN Diário desta quarta-feira (7).

    A partir de 20 de outubro, as visitas ao sistema prisional estarão liberadas em regiões que estejam em situação de risco alto - até 30 minutos - e moderado - até uma hora - para coronavírus. Em locais com risco grave ou gravíssimo, ainda não será permitido o acesso de familiares às unidades.

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    - Chegamos a um modelo de matriz de risco potencial elaborado pela Secretaria de Saúde muito adequado à análise por região. Temos uma quantidade grande de segredados, custodiados de forma coletiva, e se houver uma entrada de vírus no sistema risinal ou socioeducativo poderemos ter uma quantidade muito elevada de pessoas acometidas da doença e de óbitos - alertou o secretário.

    Pela classificação deste momento, ainda não haveria visitas na Grande Florianópolis. A matriz de risco é atualizada semanalmente.

    - A gente está olhando para a matriz da semana passada. Hoje, o documento mais importante para qualquer atividade no Estado e a matriz de risco potencial. Esse é o grande balizador - explicou Lima.

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