Em meio à crise econômica, 25 unidades dos Correios em Santa Catarina estão em risco de fechar, segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Sintect). As agências teriam apenas um funcionário e atendem municípios de pequeno porte no Estado (veja lista abaixo).

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— Essas agências ficam sujeitas ao risco do funcionário sair ou se aposentar e não ter reposição. A população precisaria buscar outro município, gerando maiores deslocamentos tanto para quem precisa do serviço quanto para o funcionário que fará o atendimento — apontou Helio Samuel de Medeiros, Secretário-Geral do Sintect, ao NSC Total.

Em nota enviada à reportagem, os Correios afirmaram que o fechamento de unidades depende de avaliações técnicas e “firmamento de parcerias para otimizar a rede de atendimento em todo o país”. A estatal não estima um número específico de agências em risco de fechar em Santa Catarina. Nos últimos meses, seis agências foram fechadas em SC.

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Veja fotos dos Correios

Nesta semana, os Correios recuaram e decidiram suspender temporariamente partes do seu plano de reestruturação econômica. Até 31 de julho ficam congelados o fechamento de agências e os cortes nas gratificações de funcionários. A decisão foi oficializada após forte pressão sindical e ameaça de greve geral da categoria.

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Helio ressalta, no entanto, que há preocupação com possíveis demissões que possam vir a ocorrer durante a reestruturação.

— Temos medo da demissão, com certeza. Se for necessário demitir para salvar a saúde financeira da empresa, segundo eles, vai ser feito. Mas a nossa empresa não foi feita para dar lucro, foi feita para entregar serviço à população — pontua.

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As agências dos Correios em SC em risco de fechar, segundo o Sintect

  • Agronômica;
  • Arabutã;
  • Atalanta;
  • Barra Bonita;
  • Brunópolis;
  • Cunhataí;
  • Galvão;
  • Grão Pará;
  • Guarujá do Sul;
  • Iomerê;
  • Iraceminha;
  • José Boiteux;
  • Lacerdópolis;
  • Macieira;
  • Maracajá;
  • Monte Castelo;
  • Ouro;
  • Painel;
  • Palmeira;
  • Ponte Alta;
  • São Cristóvão do Sul;
  • São José do Cerrito;
  • Timbé do Sul;
  • Treviso;
  • Zortéa.

Quais agências dos Correios fecharam em Santa Catarina?

Nos últimos meses, foram encerradas as atividades em seis agências dos Correios. A informação foi confirmada pela estatal. São elas:

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  • Águas de Chapecó
  • Ibiam
  • Planalto Alegre
  • Presidente Castello Branco
  • Rio das Antas
  • Xavantina

Segundo a estatal, o fechamento das agências integra o plano de reestruturação, que prevê “a otimização da rede de atendimento em todo o país,  promovendo integração operacional e sustentabilidade financeira”.

— Neste contexto, a empresa também vem firmando parcerias com prefeituras e estabelecimentos comerciais para a implantação de novas modalidades de atendimento, como o Correios Essencial e o Ponto de Coleta — destacou em nota.

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O sindicato, por sua vez, aponta que o fechamento das unidades sobrecarrega os funcionários, que necessitam de maiores deslocamentos para entregas.

— Quando você vai para longe fazer a entrega, leva maior tempo e você não vai estar tendo uma boa efetividade. Nossa missão é quando uma carta ou uma encomenda é postada, fazer a entrega de maneira satisfatória. Mas esse cenário dificulta — aponta Helio.

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Além disso, há unidades que têm atendimento alternado ao longo da semana. São elas:

  • Erval Velho (atendimento terça e quinta);
  • Meleiro (atendimento quarta e sexta);
  • Morro da Fumaça (atendimento quinta);
  • Paraíso (atendimento sexta);
  • Ponte Alta do Norte (atendimento sexta);
  • União do Oeste (atendimento terça).

— Destacamos que todas as agências elencadas com atendimento alternado atendem às diretrizes da universalização postal, que preveem o tempo mínimo de atendimento ao público no município de quatro horas semanais. O tempo de atendimento realizado por essas unidades atende o quantitativo de horas previsto no normativo legal — afirmaram os Correios em nota.

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Entenda a crise nos Correios

Os Correios atravessam uma grave crise financeira. Em 2025, a estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões, o maior de sua história, mesmo em um cenário de crescimento do comércio eletrônico no país.

Entre os fatores apontados para o resultado estão a perda de mercado para empresas privadas de logística, a redução do volume de encomendas internacionais após mudanças nas regras de tributação das compras do exterior e o aumento dos custos operacionais da empresa.

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Diante do rombo bilionário, os Correios anunciaram um pacote de medidas para reduzir despesas e reforçar o caixa. As ações incluem programas de desligamento voluntário, fechamento de agências consideradas deficitárias, redução de jornada e salários de parte dos empregados, venda de imóveis e a contratação de um empréstimo bilionário.

A direção da estatal afirma que as medidas são necessárias para reequilibrar as contas e garantir a continuidade das operações nos próximos anos.

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