O valor médio da dívida dos catarinenses bateu recorde e aumentou 12,6% em 2022, passando de R$ 5.586 (janeiro), para R$ 6.290 (dezembro), de acordo com o último mapa da inadimplência divulgado pelo Serasa. Santa Catarina tem a segunda maior média do Brasil, atrás apenas do Distrito Federal.

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A dívida média de cada inadimplente no Estado cresceu mais do que a inflação acumulada no país em 2022 — o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano em 5,79%. O valor médio da dívida dos catarinenses também ficou acima da média do Brasil, que foi de R$ 4.493, em dezembro do ano passado.

Bancos e cartões de crédito representam a maior parte das dívidas dos moradores do Estado, com 22,7% e 22,4% da fatia, respectivamente. Em seguida estão as contas de TV, internet e celular (5,7%) e depois as contas básicas, como água, luz e gás (3,2%).

Total de inadimplentes cai em dezembro

Apesar do aumento no valor da dívida acumulada dos catarinenses, entre dezembro e novembro o total de inadimplentes diminuiu no Estado pela primeira vez em 11 meses, passando de 2,08 milhões para 2,06 milhões de endividados. Esse total corresponde a 35,8% da população de Santa Catarina.

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A queda da inadimplência também foi registrada no cenário nacional em dezembro. De acordo com o Serasa, essa é uma tendência em todos os anos, por conta do pagamento do 13º salário, já que muitas pessoas usam o dinheiro extra para quitar as dívidas. As negociações dos “feirões limpa nome” também têm importante contribuição.

Para o economista Jamis Piazza, planejamento é essencial para quem está inadimplente. Quanto maior a dívida e mais tempo a pessoa ficar devendo, maiores são os juros e a multa

— Cabe a quem está devendo fazer um planejamento de como ele vai pagar, negociando com o seu credor e se informando sobre os feirões de renegociação para minimizar essa inadimplência o mais rápido possível — diz o economista.

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