Depois de receber um navio gigantesco transportando veículos da montadora chinesa BYD, o Porto de Itajaí dá as boas-vindas para a draga Utrecht, no início na tarde dessa quinta-feira (28). O equipamento será utilizado na dragagem do canal de acesso ao complexo portuário, para otimizar as condições de navegabilidade.

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A draga Utrecht, do tipo Hopper, chegou ao porto após ser constatado a perda de 30 centímetros no calado do canal, situação que provoca restrições de manobra, atrasos logísticos e aumento de custos operacionais. A confirmação das condições foi feita a partir de levantamentos batimétricos atualizados pela empresa Hidrotop, responsável pelas verificações técnicas.

Considerada a maior draga em operação no local, a embarcação deve reestabelecer a profundidade do canal de acesso ao Porto de Itajaí e garantir a segurança da navegações e manobras realizadas no terminal. Com a Utrecht, o porto inicia também a sucção de sedimentos sólidos para reforçar a recomposição das profundidades operacionais.

De acordo com a Superintendência, as operações portuárias seguiram normalmente durante todo o período de acompanhamento técnico das profundidades do canal de acesso. Segundo o porto, o maior navio de carga operado no local nesse intervalo utilizou calado de 12,8 metros, dentro das condições monitoradas pelas equipes técnicas, pela Praticagem e pela Autoridade Marítima.

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Além disso, os serviços de dragagem continuam em andamento, com monitoramento constante do canal de acesso, das bacias de evolução e dos berços de atracação. Na etapa atual, os trabalhos estão concentrados na dispersão da lama fluida, comum em áreas portuárias com alta dinâmica sedimentar, como o Rio Itajaí-Açu.

Redução no calado preocupou autoridades

A redução do calado do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí tem impactado as operações logísticas e mobilizou representantes do poder público e do setor produtivo em busca de soluções emergenciais para evitar prejuízos à economia regional. O tema foi debatido durante uma reunião promovida pela Associação Empresarial de Itajaí (ACII), que reuniu Governo do Estado, prefeituras, autoridades portuárias, terminais e empresas ligadas ao complexo.

A principal preocupação do setor é a perda de 30 centímetros no calado do canal, situação que tem provocado restrições de manobra, atrasos logísticos e aumento de custos operacionais. É estimado que os impactos já estejam afetando a competitividade do porto, e acendem um alerta para toda a cadeia econômica ligada às atividades portuárias.

De acordo com o VP de Logística e Comércio Exterior da ACII, Antonio Carlos Guimarães, a redução temporária da capacidade operacional do porto provoca reflexos diretos em toda a cadeia logística e econômica ligada ao complexo.

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— As operações portuárias precisam de previsibilidade e estabilidade. Quando da redução de capacidade operacional, impactos acabam sendo sentidos em toda a cadeia. Neste momento, com a redução temporária do calado máximo operacional para acesso ao Porto, os principais impactos sentidos são atrasos em manobras de atracação, gerando tempo improdutivo nos terminais portuários; e transbordos de carga em outros portos, gerando custos operacionais e atraso no recebimento de cargas importadas — explica.

Equipe deve monitorar resultados em um mês

Participaram da reunião representantes do Governo de Santa Catarina, das prefeituras de Itajaí e Navegantes, da Portonave, da JBS, além de entidades empresariais e operadores portuários. Novas reuniões já estão previstas para os próximos 30 dias para acompanhar os resultados das operações de dragagem e discutir soluções estruturantes para o complexo.

Problema deve ser solucionado em até 60 dias

Apesar dos desafios e impactos causados pela diminuição do calado, a expectativa é que em menos de dois meses os trabalhos voltem à normalidade no canal de acesso ao Porto de Itajaí. De acordo com Antonio Carlos Guimarães, a atividade será gradualmente restabelecida.

— O problema ocorreu em função da descontinuidade temporária no contato de prestação de serviços de dragagem de manutenção do canal de acesso ao Porto. Sanado este problema, a atividade foi restabelecida e a expectativa é de que este impacto tenha menos de 60 dias de duração — aponta.

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