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Eleições 2022: quem são os pré-candidatos ao governo de SC a um ano da disputa

Partidos aceleram definições e já têm ao menos 10 nomes cotados para concorrer a governador

02/10/2021 - 06h01

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Por Jean Laurindo
A um ano das eleições de 2022, confira nomes apontados como pré-candidatos ao governo de SC
A um ano das eleições de 2022, confira nomes apontados como pré-candidatos ao governo de SC
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A definição de quem são os pré-candidatos ao governo do Estado para as eleições 2022 tem movimentado os partidos em Santa Catarina. O sábado, dia 2, marca o prazo de exatamente um ano para o 1º turno da disputa nas urnas no próximo ano.

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As eleições de 2022 devem fechar um ciclo tumultuado na política de SC. O Estado que em 2018 viu a onda bolsonarista pôr fim a 16 anos de governo da tríplice aliança entre MDB, PSD e PSDB, ainda acompanhou dois processos de impeachment do governador Carlos Moisés (sem partido), rejeitados ao final dos julgamentos.

O período ainda teve a gestão da pandemia de Covid-19, com mudanças no governo e a polêmica compra de respiradores, além de uma operação da Polícia Federal que envolveu entre os investigados o então presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Júlio Garcia (PSD).

O contexto abre esperanças para os principais partidos de SC planejarem candidaturas próprias ao governo do Estado. As oito aiores legendas em números de filiados nunciam intenção de lançarem nomes para a principal cadeira do Executivo estadual.

Além disso, o atual governador Moisés, com o governo em um novo momento após superar os processos de impedimento, também é considerado nome certo na disputa pela reeleição, embora esteja sem filiação partidária no momento.

Os nomes que devem estar na disputa

Se em outros anos a pluralidade de précandidaturas um ano antes da votação trazia os chamados “balões de ensaio”, com nomes ue no fim das conversas não estariam nas urnas, para 2022 o cenário não traz essa mesma certeza. Primeiro, porque nas eleições de 2018 e principalmente de 2020 já houve uma tendência de mais candidaturas. Segundo, porque com a primeira eleição geral após o fim das coligações nas proporcionais (para deputados), há uma preocupação dos partidos em ganharem visibilidade com candidaturas majoritárias para elegerem mais candidatos para Câmara Federal e as assembleias legislativas estaduais – importante especialmente para as legendas menores, que precisam alcançar votações mínimas para superarem a cláusula de barreira.

Alguns rostos são tratados como presença certa nas urnas em 2022, embora a definição oficial só ocorra no próximo ano. Dois deles são o do atual governador Carlos Moisés, que ainda precisará decidir um partido pelo qual irá concorrer, e o do senador Jorginho Mello (PL), que articula há vários meses a candidatura. Ele tenta ser o candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), já que atua como vice-líder do governo no Senado e faz defesa do presidente na CPI da Covid. Em agosto, chegou a andar na garupa de Bolsonaro em uma motociata em Florianópolis. Pela proximidade com o presidente, Jorginho tem sinalização de partidos como o PTB, que promete apoiar o nome indicado por Bolsonaro.

Em outros partidos, o cenário é mais incerto. Um exemplo é o MDB, partido com maior úmero de filiados em SC. Na última terçafeira, dia 28, o partido anunciou um consenso depois de meses de divisão interna, e sinalizou para a indicação do empresário Antídio Lunelli, prefeito de Jaraguá do Sul, como pré-candidato do partido. Horas depois, no entanto, o senador Dario Berger, que também pleiteia a candidatura, negou o acordo, e os emedebistas divulgaram nova nota informando que uma posição final só será divulgada na próxima semana. Lunelli já vinha sendo indicado como favorito à indicação, mas Dario Berger e o deputado federal Celso Maldaner, que é presidente da sigla em SC, também disputam o posto.

Situação parecida de divisão ocorre no PSD. O partido tem três nomes de perfis distintos em uma disputa interna. O ex-governador Raimundo Colombo tem subido o tom as críticas a Moisés e à política de arrecadação do Estado, e se coloca como um nome para voltar a disputar o governo. Também não descarta concorrer a uma cadeira no Senado, que já ocupou entre 2007 e 2010. Fora dos planos está apenas disputar vagas de deputados, que o ex-governador entende ser espaço para novos nomes.

Além de Colombo, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, também é pré-candidato do partido e pode disputar a mesma raia de Jorginho Mello, já que é amigo de Bolsonaro e desfruta da simpatia de parte do eleitorado do presidente. O ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, é outro nome que disputa internamente a indicação do PSD e diz ter a pré-candidatura ao governo como “planos A, B e C”.

Veja os pré-candidatos ao governo de SC em 2022

DEM, Podemos, Progressistas e partidos de esquerda

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), que também preside a legenda no Estado, prega moderação no discurso e diz que o partido ainda não discute nomes, mas trabalha nos bastidores para construir a pré-candidatura a governador. Ele já tem sinalização aberta de apoio do presidente estadual do PSL, Fabio Schiochet, caso se concretize o processo de fusão entre DEM e PSL, em fase final de discussão na esfera nacional.

Gelson Merisio, que disputou o segundo turno em 2018 e depois migrou para o PSDB, é outro nome colocado pelo partido na disputa. O Podemos também sinaliza a possível candidatura a governador do atual prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira.

O comando do Progressistas diz defender candidatura própria, mas o nome também segue indefinido: o senador Espiridião Amin e o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, são os nomes mais cotados, mas o partido diz “não fechar as portas” para uma possível filiação de Carlos Moisés, por exemplo. Atualmente, o partido integra a base de apoio, indicou o secretário de Agricultura e tem o líder de governo na Alesc.

No campo da esquerda, Décio Lima, pelo PT, e Fernando Coruja, pelo PDT, tentam arregimentar o apoio de legendas menores do mesmo espectro político para formar uma aliança de unidade. As candidaturas também são vistas como importantes para assegurar palanques para os possíveis candidatos das duas legendas a presidente, Lula e Ciro Gomes, respectivamente. Apesar de em lados opostos na disputa presidencial, os dirigentes de PT e PDT entendem que esse não seria impeditivo para uma aliança na disputa pelo governo de SC.

Vale lembrar

Pela legislação eleitoral, todos são considerados apenas pré-candidatos até agosto de 2022, quando ocorrem as convenções e as candidaturas são oficialmente registradas na Justiça Eleitoral. Nesse intervalo, possíveis alianças podem deslocar ou tirar do jogo nomes hoje colocados na disputa. Entre os partidos, a maioria aponta que as definições devem ser tomadas em abril, quando faltarão seis meses para as eleições e pré-candidatos que ocupam cargos de prefeito e desejam concorrer precisam renunciar ao cargo.

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