Empresa da família de Daniel Vorcaro pode ter movimentado R$ 1 bilhão em cinco anos para tentar esconder o patrimônio. É o que indica o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em informação obtida pela Folha de São Paulo. Banqueiro está preso desde março de 2026.
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Entre 2020 e 2025, houve troca de recursos entre empresas ou pessoas do grupo, o que, conforme relatório da Coaf, pode representar uma tentativa de esconder o rastro do dinheiro.
Ainda conforme informações da Folha, a empresa que teria movimentado o montante bilionário é a Multipar. Neste período, a empresa transferiu ou recebeu R$ 1 bilhão de contas de empresas ou pessoas ligadas a Vorcaro ou ao banco dele. Inclusive, o Banco Master chegou a receber R$ 5,8 milhões da empresa Multipar.
À Folha, o advogado do presidente da Multipar, Henrique Vorcaro, que também é pai de Daniel Vorcaro, afirmou que todas as movimentações financeiras do grupo Multipar são contabilizadas, transparentes e lícitas.
O caso Master
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Vorcaro é investigado por crimes financeiros
Vorcaro é investigado por crimes financeiros, além de suspeita de participação em pagamentos indevidos a agentes públicos e na criação de uma espécie de milícia privada voltada ao monitoramento de autoridades e à perseguição de jornalistas.
Ele foi preso em março deste ano, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
No dia 6 de março, foi transferido do Complexo Penitenciário de Potim, no interior de São Paulo, para a Penitenciária Federal em Brasília.
Já em 19 de março, Vorcaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, também na capital federal, e passou a avançar em uma proposta de acordo de delação premiada.
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A expectativa é de que a defesa apresente a proposta à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) nas próximas semanas.
A intenção é que a delação inclua nomes de autoridades que integrariam sua rede de apoio, além de prever o ressarcimento de prejuízos causados a investidores, ponto considerado um dos mais complexos nas negociações.
Caso os termos sejam aceitos pela PF e pela PGR, terão início as tratativas formais. Se o acordo avançar e for homologado pelo ministro André Mendonça, do STF, a estimativa é de que todo o processo seja concluído em cerca de 60 dias.
A defesa avalia que o empresário possui alto potencial de revelações e, por isso, pretende negociar condições mais vantajosas do que as obtidas pelo tenente-coronel Mauro Cid em sua delação premiada no caso relacionado à tentativa de golpe de Estado atribuída a Bolsonaro.
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