Daniel Vorcaro deve ser atendido no DF Star, em Brasília, na noite desta quinta-feira (23). O banqueiro teve a realização de exames autorizada na unidade hospitalar pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na quarta-feira (22). É o mesmo hospital em que o ex-presidente Jair Bolsonaro faz os exames e cirurgias na capital.

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Segundo apuração der Lauro Jardim, colunista do O Globo, ele será atendido pelo cardiologista Fabrício Silva.

Preso desde março na Superintendência da PF, em Brasília, Vorcaro vem relatando mal estar nos últimos dias. Reservadamente, integrantes da polícia afirmaram que se trata de uma “situação clínica, sem gravidade”, e que o banqueiro deverá realizar exames complementares.

O caso Master

Vorcaro é investigado por crimes financeiros

Vorcaro é investigado por crimes financeiros, além de suspeita de participação em pagamentos indevidos a agentes públicos e na criação de uma espécie de milícia privada voltada ao monitoramento de autoridades e à perseguição de jornalistas.

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Ele foi preso em março deste ano, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

No dia 6 de março, foi transferido do Complexo Penitenciário de Potim, no interior de São Paulo, para a Penitenciária Federal em Brasília.

Já em 19 de março, Vorcaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, também na capital federal, e passou a avançar em uma proposta de acordo de delação premiada.

A expectativa é de que a defesa apresente a proposta à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) nas próximas semanas.

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A intenção é que a delação inclua nomes de autoridades que integrariam sua rede de apoio, além de prever o ressarcimento de prejuízos causados a investidores, ponto considerado um dos mais complexos nas negociações.

Caso os termos sejam aceitos pela PF e pela PGR, terão início as tratativas formais. Se o acordo avançar e for homologado pelo ministro André Mendonça, do STF, a estimativa é de que todo o processo seja concluído em cerca de 60 dias.

A defesa avalia que o empresário possui alto potencial de revelações e, por isso, pretende negociar condições mais vantajosas do que as obtidas pelo tenente-coronel Mauro Cid em sua delação premiada no caso relacionado à tentativa de golpe de Estado atribuída a Bolsonaro.