Para uma empresa ter sucesso atualmente não é necessário somente que ela seja lucrativa. Ela precisa também se relacionar de forma sustentável com seus clientes, investidores e com a sociedade de uma forma geral. Por isso, as empresas estão preocupadas com questões ambientais, sociais e de governança. Essas questões podem ser medidas pela sigla “Environmental, Social and Governance” (ESG), que pode ser traduzida para o português como “Ambiental, Social e Governança”, e que está cada vez mais presente no universo corporativo.

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> Vale a pena ser sustentável? Confira o debate sobre a responsabilidade das empresas com o meio ambiente

O ESG é uma forma de medir o impacto que as ações de sustentabilidade geram nos resultados das empresas e avaliar se essas empresas são investimentos sustentáveis. Dessa forma, as empresas que desenvolvem ações visando a preservação do meio-ambiente, o desenvolvimento da sociedade como um todo e que praticam boas políticas de governança são mais atrativas.

O que é capitalismo Stakeholder?

A preocupação com a questão ambiental é uma das prioridades de toda grande empresa. Isso não acontece somente porque o meio-ambiente precisa de cuidados para que possa servir para as futuras gerações, mas também por uma questão econômica. Atualmente, nós estamos vivendo o chamado capitalismo de stakeholder, que faz com que uma marca tenha que gerar sensação de pertencimento nos clientes e na sociedade, o que torna as empresas que têm preocupação ambiental mais atrativas para os investidores.

O capitalismo stakeholder visa fortalecer os laços entre as empresas e seus stakeholders, que são pessoas que de alguma forma são impactadas pela empresa, como funcionários, acionistas e clientes, por exemplo. Dessa forma, quanto mais as empresas reduzem o risco operacional e aumentam a qualidade de seus produtos e serviços, mais geram relações duradouras com os clientes, atraem investidores e garantem o seu sucesso.

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Empresa de energia privada investe no meio-ambiente

Na Engie, maior empresa privada de energia do país, os aspectos ESG integram as políticas e práticas corporativas e estão alinhados às premissas da Agenda 2030, proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU), buscando assegurar o equilíbrio entre crescimento econômico, conservação ambiental e justiça social, conforme demandam os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

— Conectados uns aos outros e ao planeta que habitamos, continuaremos trabalhando naquilo que importa para a sociedade, a partir da contínua consulta às comunidades e outras partes interessadas, ao mesmo tempo em que avançamos de forma consistente rumo à construção de um futuro melhor – o que inclui a transição energética acessível e justa, sem deixar ninguém para trás — destaca Eduardo Sattamini, Diretor-Presidente e de Relações com Investidores da ENGIE Brasil Energia.

Em 2021, os investimentos socioambientais no entorno de atividades operacionais da Engie (excluindo os projetos em implantação) somaram R$ 35 milhões. Das 77 metas ambientais que foram estabelecidas para o ano pela empresa, 89,6% foram alcançadas.

Muitas são as ações que visam a preservação ambiental que são desenvolvidas pela Engie, entre elas estão os oito viveiros hortos florestais, que contribuem para a conservação dos biomas locais por meio da produção de mudas de espécies nativas. Anualmente são, em média, mais de 400 mil mudas plantadas pela empresa ou doadas às comunidades. Só no ano passado, foram 475 mil mudas doadas ou plantadas.

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No ano passado também foi desenvolvida a segunda fase do projeto Matriz Biodiversidade, que faz o mapeamento e diagnóstico do status de biodiversidade na região das usinas em que a Engie opera, apontando quais são as ações, espécies e áreas prioritárias para conservação em cada região e orientando os investimentos. A Engie ainda protege 2,1 mil nascentes, em diferentes regiões do Brasil, por meio do Programa de Conservação de Nascentes, iniciado em 2010.

Lages conta com unidade de cogeração que reduz emissão de gases de efeito estufa

Em Santa Catarina, há a Unidade de Cogeração de Lages (Compensação de metano/crédito de carbono), que foi idealizada como um Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Essa unidade, localizada na serra catarinense, tem a redução de emissões de gases de efeito estufa entre seus principais propósitos, desde o início de suas operações, em 2003.

Ao utilizar resíduos da indústria madeireira local para gerar energia elétrica e vapor, a usina deu novo destino a um material com grande potencial de emissão de metano – gás de efeito estufa (GEE) até 25 vezes mais prejudicial que o dióxido de carbono (CO2). Assim, em uma década, a operação da unidade evitou a emissão de, aproximadamente, 2,5 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

Paredes em drywall reduzem geração de resíduos na construção civil

Outra empresa que demonstra preocupação com a questão ambiental é a FG Empreendimentos. Dentre as ações sustentáveis desenvolvidas pela empresa, estão as paredes em drywall, que permitem maior desempenho acústico e térmico, além de otimizar o processo construtivo, reduzir a geração de resíduos e facilitar as mudanças na planta do apartamento pelo cliente.

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Em seus empreendimentos, a construtora vem substituindo as paredes de alvenaria internas dos apartamentos, erguidas tijolo a tijolo, pelo sistema de drywall. A mudança foi um símbolo importante de inovação, reduzindo o tempo de obra, aumentando a precisão do trabalho e contribuindo com o meio ambiente.

— O conceito de sustentabilidade na construção civil significa garantir que antes, durante e após processo construtivo sejam executadas ações que reduzam os impactos ambientais, potencializem a viabilidade econômica e proporcionem uma boa qualidade de vida para as gerações atuais e futuras. Nossa estratégia de sustentabilidade baseia-se no firme compromisso de atuar sempre de forma ética e transparente, com segurança em nossas ações e respeito às pessoas e ao meio ambiente — destaca o presidente da FG, Jean Graciola.

Piso elevado é produzido com material reciclado e reciclável

Além do drywall, outros sistemas industrializados, com vantagens ambientais e baixa manutenção, também estão sendo implantados na FG, como o piso elevado, que melhora a mobilidade entre os ambientes que inicialmente seriam em desníveis, eleva a sustentabilidade da obra e reduz também a produção de resíduos.

O piso elevado constitui-se em um sistema de placas modulares instaladas sobre apoios, criando um vão entre as placas e o substrato. Este sistema permite a drenagem da água pelos espaços entre as placas, já que o sistema dispensa o uso de rejunte. Isso garante maior segurança aos usuários. Dentre os diferenciais, é um piso moderno, sem ralos visíveis e funcional, que possibilita alterações e manutenções de fácil execução. Por ser produzido com material reciclado e ser 100% reciclável, o piso elevado pode ser considerado sustentável.

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Empresa de travesseiros tem como meta neutralização de emissões de carbono até 2030

A Alternburg, maior produtora de travesseiros do Brasil, também está alinhada com os objetivos ESG. A empresa tem como meta, até 2025, ter 30% dos produtos com atributos de sustentabilidade e, até 2030, a neutralização das emissões de carbono.

> Novas gerações demonstram preocupação com sustentabilidade

— Possuímos um controle rigoroso em nossos processos, visando não gerar poluentes e nem desperdício durante as etapas de produção. Para isso, trabalhamos com materiais inovadores e investimos em pesquisas com foco em aprimoramento — pontua Tiago Altenburg, vice-presidente da companhia.

Linha de travesseiros é confeccionada a partir de fibras naturais

A sustentabilidade e o bem-estar são inspiração também da Altenburg Haus, que é a linha de luxo da Altenburg. As embalagens são em forma de bolsas e sustentáveis, uma vez que possuem vida mais longa e útil do que as habituais embalagens plásticas. Os materiais são todos nobres, de origem natural e renovável.

Com menor impacto ao meio ambiente, toda linha recebe o selo Standart 100, da OEKO-Tex, que é um dos rótulos mais conhecidos do mundo para têxteis testados para substâncias nocivas e é sinônimo de confiança e alta segurança do produto. Além disso, os produtos são 100% confeccionados a partir de fibras naturais.

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Na linha de travesseiros, 43% do portfólio Altenburg contém fibras recicladas e 37% contam com itens que oferecem funcionalidade ao consumidor, seja com antibacteriano ou capa lavável, que prolongam a vida útil do produto.

Além disso, a fábrica catarinense trabalha com o reaproveitamento dos tecidos, gerando menor impacto e propiciando a geração de emprego e renda para comunidades menos favorecidas, via parcerias como a com Coppergips e da transformação de retalhos do processo industrial da Altenburg.

Para saber mais acesse o site da Egie

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