O segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023 teve índice de abstenção de 32%. O índice é levemente maior do que o registrado no primeiro dia de provas, domingo passado (5). Na ocasião, o país teve 28,1% de abstenção. O número de alunos que não compareceram ao segundo dia de provas em Santa Catarina foi semelhante ao nacional, de 31,78%. No primeiro dia, a abstenção no Estado havia sido de 26,4%.

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Em números absolutos, 28,7 mil alunos de SC inscritos para o segundo dia de provas não compareceram, de um total de 90,5 mil inscritos para o Enem 2023 em cidades catarinenses. Os dados foram divulgados por volta das 22h pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação responável pela realização do exame.

Em comparação com o segundo dia de provas do país no ano passado, a abstenção registrada no país neste domingo também é maior. Na ocasião, o Brasil teve 31,2% de candidatos que não compareceram.

Em entrevista coletiva, o ministro da Educação, Camilo Santana, lembrou que historicamente a variação é esperada por fatores como estudantes que consideram não ter ido bem no primeiro dia de avaliações e decidem não participar da segunda data. A pasta pretende promover campanhas nos próximos anos para diminuir estas ausências.

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Além das abstenções, o segundo dia de provas do Enem teve 2.217 eliminações de alunos por ocorrências como uso de equipamentos eletrônicos e aparelhos que emitiram algum som durante o exame — no primeiro domingo de provas, haviam sido registrados 4.293 candidatos excluídos por esses motivos. O número de problemas logísticos, como emergências médicas e interrupções pontuais de energia, foi de 859 neste domingo. No primeiro dia de provas, foram 905 casos deste tipo.

Veja abaixo em cinco tópicos um balanço do segundo dia de provas do Enem, ocorrido neste domingo.

Questão anulada

O balanço do segundo dia de provas do Enem 2023 teve como um dos destaques a confirmação de que uma das questões aplicadas nas provas deste domingo será anulada. Trata-se de uma pergunta sobre a cobertura de vacinação contra a gripe A e o vírus H1N1. Ela foi considerada repetida porque já havia aparecido no Enem destinado à população carcerária aplicado em 2010 e, por conta disso, será anulada.

Polêmica com questões sobre agro

Outro destaque do balanço do segundo dia foi de que mais quatro perguntas aplicadas nas provas deste domingo tiveram como assunto o agronegócio. No primeiro dia de provas, domingo passado, três perguntas envolvendo o setor de agricultura do país causaram polêmica no meio político.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou nota em que pedia explicações sobre as questões ao governo federal e dizia haver cunho ideológico nas perguntas, por permitir “que o aluno marque qualquer resposta, dependendo do seu ponto de vista”. Os questionamentos citavam pontos como o uso de agrotóxicos, o avanço da soja e o desmatamento da Amazônia.

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O governo federal respondeu que o banco de questões é formulado por professores independentes selecionados por edital, feito em 2020. Na coletiva deste domingo, o ministro Camilo Santana, que chegou a ser convidado por parlamentares a ir ao Congresso dar explicações sobre o tema, reforçou o posicionamento e sustentou que não há qualquer tipo de interferência do governo nos questionamentos.

Antecipação do gabarito

Outra novidade anunciada após o fim das provas deste domingo é a antecipação da divulgação do gabarito oficial. Antes prevista para o dia 24 de novembro, agora a lista de respostas das provas dos dois últimos domingos deve ser divulgada já nesta terça-feira (14), por volta das 19h. A informação foi confirmada pelo ministro da Educação.

Reaplicação das provas

Os alunos que se sentiram prejudicados de alguma forma na realização das provas podem pedir a reaplicação do Enem ao longo da próxima semana, no prazo de 13 a 17 de novembro. Os pedidos serão analisados por uma comissão do Inep. Caso sejam aceitos, a reaplicação do exame ocorrerá nos dias 12 e 13 de dezembro.

Investigação sobre imagens da prova

O Ministério da Educação informou também que acionou novamente a Polícia Federal para investigar imagens da prova deste domingo que circularam em redes sociais às 17h, cerca de uma hora antes do horário em que os estudantes poderiam sair das salas com o caderno de questões. O MEC já havia relatado à PF situação semelhante no primeiro dia de provas, quando fotos das questões foram publicadas em postagens nas redes sociais.

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O ministro Camilo Santana informou que as investigações já estão em andamento e vão abordar também o ocorrido deste domingo, mas frisou que não houve prejuízo à aplicação da prova e que não há informações de questões que tenham sido vazadas antes do início da aplicação das provas.

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