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    Vocalista do Dazaranha e humorista, Moriel fala sobre novo projeto com a NSC

    Artista irá produzir conteúdo multiplataforma, para levar entretenimento para o público de rádio, TV e na edição semanal impressa do DC

    07/11/2020 - 07h00

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    Por Janaína Laurindo
    Em entrevista, Moriel fala de uma infância simples
    Em entrevista, Moriel fala de uma infância simples
    (Foto: )

    No DNA dele está a vontade de fazer as pessoas felizes, levar entretenimento e valorizar o que é local. Moriel Adriano da Costa, 51 anos, casado com Luciana Coppio, pai de três filhos – Ícaro, 25 anos, Isadora, 19, e Manuela, 16 –, é um dos manezinhos mais ilustres, carrega a responsabilidade de estar à frente do Dazaranha, uma das bandas com maior identificação com Santa Catarina e Florianópolis. É também quem dá vida ao Mané Darci, personagem que reforça os traços da colonização açoriana e das tradições locais. O peso da produção artística, no entanto, está ancorado em uma infância simples, com raízes fixadas na família.

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    Trilhando uma das melhores fases no comando do Dazaranha, que surgiu em 1992, e também celebrando os 10 anos do personagem Darci, Moriel teve que encarar uma pandemia. As adaptações necessárias e exigidas não foram impeditivas. E para marcar esse momento o artista acaba de confirmar uma parceria com a NSC, onde irá produzir conteúdo multiplataforma, para levar entretenimento para o público da rádio, TV e da edição semanal impressa do DC.

    Confira a seguir um bate-papo com ele.

    Quando começou seu interesse pela música?

    Lembro dos meus pais e meus tios, naquelas festas de família, depois de um dia de praia, nós crianças querendo dormir e escutávamos eles cantando. E já tudo meio doidinho da cerveja com aqueles vibratos exagerados, aquelas coisas de tio. Ali eu já percebia o quanto a música era importante para os momentos felizes da vida. Depois me envolvi com chorinho. Então meu envolvimento começa desde cedo e daí montamos um grupo de samba e choro, eu, o Gerry e o Gazu, os três irmãos, e depois disso a gente montou o Dazaranha.

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    Em que momento o Dazaranha ganha essa identificação com Floripa e com o Estado?

    A galeria se identifica com o Dazaranha desde os primeiros momentos. Naturalmente, fomos transformando os lugares pequenos em cheios e fomos para lugares um pouquinho maiores. A banda começou a ser um gerador de alegria e a coisa foi crescendo e nós fomos nos responsabilizando com aquele crédito que as pessoas nos deram. Toma essa proporção de uma banda do Estado quando vamos tocar em Criciúma e a cidade também nos vê como uma banda de lá. Foi nesse momento que passamos a ser uma banda de Santa Catarina.

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    Como surgiu o personagem Mané Darci?

    Meu avô morava na Costa da Lagoa e ia muito pra lá quando criança. E lá o pessoal falando era incrível, tinha um linguajar próprio, muito nativo, quase um dialeto local, um mix indígena com açoriano. Foi ali que eu comecei a desenvolver a brincadeira com o Darci. Lembro que a gente ia e voltava de lancha ou pelo morro da Costa e nessas idas e vindas a gente vinha brincando e eu ia imitando, e minhas tias iam rindo o tempo todo. A história do Darci surge da ideia de fazer um personagem para a Rádio Atlântida, com a missão de colocar uma identidade mané na rádio. Foram cerca de 500 episódios, que depois viraram tirinha no jornal Hora de Santa Catarina e outras coisas.

    O personagem ganhou tanta força que a sua figura se confunde com a dele. Como você lida com isso?

    Quando o Darci interpreta um perrengue muitas vezes eu já vivi aquilo, então, é um pouco de alter ego, acho que se confunde mesmo. Eu nem me preocupo com isso, é tudo manezinho, o mais importante é fazer as pessoas felizes. Mesmo eu não estando de Darci e alguém me chama faze uma brincadeira ou uma piadinha do Darci, eu já faço a voz do personagem, brinco com a galera, porque na verdade o espírito da coisa é esse, é fazer as pessoas felizes com entretenimento e a NSC também está nessa para isso, para ser esse gerador de alegria e o personagem entra agora para ser a parte alegre da emissora e da plataforma. É importante ter um pouco de alegria em um momento meio complicado que estamos vivendo.

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    Pastel no teatro é outra coisa.

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    Conta um pouco desse seu retorno para a NSC e o que você vai apresentar na nova coluna.

    Estamos produzindo conteúdo em vídeo para TV, tirinhas para os jornais e áudios para as rádios. O mais importante é o que a gente vai começar a construir agora, que são textos que vou escrever falando da nossa cidade, o que eu acho da nossa cidade. Nunca me expus nas redes sociais, nunca tive uma plataforma, é a primeira vez que eu vou fazer isso. Então, quero ter bastante cuidado e encontrar uma linguagem que a galera goste e que venha agregar na plataforma do NSC Total e que eu possa fazer parte do time e trazer coisas interessantes. O humor vai ser a nossa fábrica geradora de alegria e informação. Vai ser uma coisa leve, descontraída.

    Em que projetos está trabalhando no momento?

    O mais importante é a página no NSC Total. É um trabalho que eu quero me dedicar. Outro trabalho é o que estamos desenvolvendo com o estúdio Midas. Não lançamos nenhuma música ainda, mas já trabalhamos muito na pré-produção de três músicas, ou seja, elas já estão prontas e gravadas. É um trabalho que já desenvolvemos e estamos só esperando para fazer o lançamento.

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    Este está sendo um ano difícil. Como está sendo para você como artista?

    Difícil a adaptação. Muita restrição no nosso mercado. Tudo o que a gente desejava estava acontecendo, estávamos em uma gravadora nacional e quando chegou a hora de ir para pista, chega uma pandemia. Enfim, diminui em vários aspectos a qualidade daquilo que a gente projetou. Daqui a pouco a gente vai começar a se reorganizar, mas a classe artística tomou uma queda feia, nossa área ficou bem desprotegida. Vamos nos mexendo, mas tem que ter habilidade para transferir potencialidades para um outro formato. Creio que daqui a pouco as coisas vão lentamente voltar a se ativar.

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