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    Estado pretende criar até 22 leitos de UTI para aliviar colapso em hospitais do Oeste

    Intenção foi anunciada em coletiva nesta segunda-feira; Estado diz até o fim da semana a região pode ter nova configuração de vagas de terapia intensiva

    15/02/2021 - 18h45

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    Por Jean Laurindo
    Hospitais do Oeste pode ganhar novos leitos após chegaram a 100% de ocupação em UTIs adulto
    Hospitais do Oeste pode ganhar novos leitos após chegaram a 100% de ocupação em UTIs adulto
    (Foto: )

    O governo do Estado pretende criar mais 22 leitos de UTI em Chapecó para receber pacientes em meio ao aumento de casos do novo coronavírus. A Região Oeste chegou neste domingo (14) a 100% de ocupação de leitos adultos de terapia intensiva, com todas as 116 vagas disponíveis ocupadas.

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    A informação foi repassada em entrevista coletiva no fim da tarde desta segunda-feira (15), pelo secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro. Ele e o secretário da Casa Civil de SC, Eron Giordani, foram enviados a Chapecó para montar um gabinete de crise com foco em resolver o colapso de saúde enfrentado pelo Oeste nas últimas duas semanas.

    O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), disse que visitou o Hospital Regional do Oeste na sexta-feira e que a unidade dispõe de um espaço que já poderia ter até 28 novos leitos de UTI. A ideia é que as novas vagas sejam implantadas neste local. Na coletiva, não foram dados detalhes sobre o que falta para a criação dessas vagas, mas o Estado afirmou que a região pode ter uma nova configuração de leitos até o final desta semana.

    No entanto, um dos gargalos para a implantação dessas novas vagas estaria na disponibilidade de profissionais de saúde. João Rodrigues afirmou que este foi o principal pedido feito por ele no telefonema que recebeu do presidente Jair Bolsonaro neste domingo, oferecendo ajuda para superar o colapso enfrentado na região.

    – Ele (Bolsonaro) me ligou e perguntou do que é que nós precisávamos. E a minha resposta prontamente foi, combinada com o secretário: mão de obra, profissionais para atender as demandas. Automaticamente, então, foi sugerido que secretário André (Motta Ribeiro) estaria coordenando a ação aqui em Chapecó, juntamente com o superintendente (do Ministério da Saúde, que chegou ao município nesta segunda-feira).

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    Estado espera ter novas vagas “nos próximos dias”

    O secretário André Motta Ribeiro disse esperar que nos próximos dias a região já tenha “um quantitativo bastante significativo” de vagas de UTI. O Estado também deve conversar com outros hospitais da região, além do Hospital Regional do Oeste, para discutir a possível ampliação de leitos.

    – Temos 56 hospitais organizados com UTI covid no Estado. Apesar de Chapecó e região estarem muito demandados neste momento, com 100% de ocupação de alguns leitos, outros hospitais não estão, e temos uma legislação muito robusta, que traz segurança transportando pacientes para unidades hospitalares no entorno. Mas com apoio do Ministério da Saúde, entendimento da região e participação do prefeito, tenho certeza de que até o final desta semana teremos uma estruturação nova aqui em Chapecó – afirmou.

    Enquanto isso ocorre, as transferências de pacientes de UTI a outras regiões com vagas disponíveis devem continuar. Na coletiva, o secretário comentou inclusive sobre um possível auxílio da Força Aérea Brasileira (FAB) nesse transporte de pessoas para tratamento em outros locais.

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    Causas da crise de Covid-19 no Oeste

    Na coletiva desta sexta-feira, as autoridades também discutiram as possíveis causas para o aumento de casos e internações que levou ao colapso nas UTIs de Chapecó. O secretário afirmou que isso seria resultado de uma série de fatores ainda em análise, mas citou a possibilidade de novas variantes do coronavírus em circulação e de uma média elevada de casos na região mantida desde novembro. Já o prefeito João Rodrigues citou a circulação de jovens que vão ao Litoral e frequentam festas, podendo elevar o contágio do vírus, e até mesmo o fluxo de imigrantes de vários locais recebidos pela cidade. O chefe do Executivo chegou a dizer que, se pudesse, gostaria de não receber estrangeiros nesse período crítico da pandemia em Chapecó.

    Segundo o prefeito, as medidas restritivas anunciadas pelo município nos últimos dias foram tomadas por causa da falta de leitos.

    – A hora que abrir os leitos, nós voltamos à normalidade – afirmou.

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