Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), foi preso nesta quinta-feira (16) por suspeitas de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o banco Master sem lastro. A prisão faz parte da nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Continua depois da publicidade
A nova fase da Operação Compliance Zero cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. A PF investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.
À frente do BRB a partir de 2019, Costa foi afastado do cargo em novembro de 2025 por decisão judicial na primeira fase da operação, que prendeu o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outros quatro diretores da instituição.
De acordo com os autos, Costa defendeu a compra do Master como uma solução para a crise da instituição privada. A defesa do ex-presidente do BRB ainda não se pronunciou sobre a prisão desta quinta-feira.
Quem é Paulo Henrique Costa?
Paulo Henrique Costa é formado em administração de empresas e tem especializações na área financeira em universidades do exterior. Ele possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.
Continua depois da publicidade
Antes de assumir o BRB, ele era vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal, onde trabalhava desde 2001.
Entenda o caso do Banco Master
Tentativa anterior do BRB de comprar o Master
O BRB já havia tentado adquirir o banco de Daniel Vorcaro. O anúncio foi feito em março do ano passado, mas a operação foi vetada cinco meses depois pela diretoria colegiada do Banco Central. O acordo previa que o BRB adquirisse 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Master.
Em setembro de 2025, porém, o BC negou a operação, alegando que o pedido não atendia a requisitos essenciais, incluindo a ausência de documentos que comprovassem a viabilidade econômico-financeira da transação.
Continua depois da publicidade
A aprovação do BC era o passo decisivo para concluir o negócio, já aprovado previamente pelo Cade, em junho. A Câmara Legislativa do Distrito Federal também havia autorizado a compra em processo acelerado, com apoio do governador Ibaneis Rocha (MDB).






