O Governo Federal deu um passo decisivo para mudar as regras da jornada de trabalho no país ao encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1. A proposta foi enviada com urgência constitucional, o que acelera a tramitação e pressiona o Legislativo a se posicionar sobre o tema nas próximas semanas.
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A mensagem de envio foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (14), mas sem a divulgação da íntegra do texto. Segundo a Casa Civil, o projeto será protocolado oficialmente na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (15), quando deve começar a tramitar.
A iniciativa recoloca no centro do debate a discussão sobre equilíbrio entre trabalho, descanso e produtividade, um tema que mobiliza sindicatos, empresários e parlamentares. Com informações do g1.
Mudanças defendidas pelo governo
O projeto apresentado pelo Executivo parte de três pontos considerados centrais. O principal deles é a adoção da escala 5×2, com dois dias de descanso por semana, substituindo o modelo hoje utilizado em diversos setores, especialmente no comércio e nos serviços.
Além disso, o texto estabelece uma jornada máxima de quarenta horas semanais, alinhada a padrões adotados em vários países. Outro ponto destacado pelo governo é que as mudanças seriam feitas sem redução de salário, garantindo que o trabalhador não tenha perdas financeiras com a nova regra.
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Para o Planalto, a proposta representa uma atualização da legislação trabalhista e uma resposta a demandas antigas por melhores condições de trabalho e mais tempo de descanso.
Entenda a escala 6×1
Regime de urgência muda ritmo da tramitação
Ao enviar o projeto em urgência constitucional, o governo busca evitar que o texto fique travado em comissões da Câmara. Nesse formato, a proposta ganha prioridade na pauta, tem prazos mais curtos de análise e exige menos votos para aprovação no plenário.
Nos bastidores, a avaliação é de que a urgência sinaliza a intenção do Executivo de transformar o fim da escala 6×1 em uma das principais pautas do Congresso neste momento, mesmo diante de resistências de parte da bancada empresarial.
Além do projeto do Executivo, duas PECs analisadas pela Câmara foram apensadas no início do ano: uma apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e outra pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Ambas têm como objetivo central acabar com a possibilidade de escalas com apenas um dia de descanso semanal.
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Essas propostas são mais amplas do que o projeto do governo. Elas preveem uma jornada máxima de trinta e seis horas por semana e garantem três dias de folga, pontos que ainda enfrentam resistência de empresários e parte dos parlamentares.
Com a tramitação simultânea das propostas, o debate sobre o fim da escala 6×1 deve se intensificar nos próximos meses, com potencial impacto direto na rotina de milhões de trabalhadores brasileiros e no funcionamento de diversos setores da economia.






