Resumo 

Prefeitura de Florianópolis decretou situação de emergência 

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– Pelo menos mil pessoas estão desabrigadas na região da Grande Florianópolis

Abastecimento de água na Grande Florianópolis está prejudicado devido ao deslocamento de uma adutora 

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– A SC-405, no Rio Tavares, está com o tráfego interrompido na altura do elevado para o Campeche. A alternativa é seguir pelo Acesso ao Aeroporto

–  A estrada que dá acesso ao Sertão do Ribeirão está interditada 

Linhas de ônibus sofreram alterações e horários foram reduzidos

–  Morro da Praia Brava em meia pista em função de deslizamentos

Onze postos de saúde estão com o serviço prejudicado

–  Ao menos nove cidades da Grande Florianópolis decretaram situação de emergência (Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz, São João Batista, Antônio Carlos, Angelina e Rancho Queimado)

– Na Capital, 266 unidades consumidoras (casas, prédios, unidades comerciais) ainda estão sem luz na noite desta quinta-feira (1º)

A forte chuva que atingiu Florianópolis causou estragos em diferentes pontos da cidade. Além de alagamentos, pontos de deslizamento foram registrados, aulas e linhas de ônibus foram suspensas. Por conta disso, a prefeitura decretou situação de emergência na manhã desta quinta-feira (1º).  

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A prefeitura informou que cerca de 1 mil pessoas estão desalojadas e 26 desabrigadas. As pessoas mais afetadas vivem na região da Costeira e do Rio Tavares, ambos bairros do Sul da Ilha. 

Equipes da Defesa Civil do município foram acionadas e atuaram em 34 deslizamentos de terra, além de realizarem 9 interdições de casas e propriedades nas últimas 24 horas. No total, foram 81 pontos de alagamentos pela cidade.

Entre a tarde e começo da noite de quarta-feira (30), a chuva foi mais intensa no Norte e no Sul da Ilha. São exemplos de bairros com ruas alagadas os bairros Rio Vermelho, Ingleses e Campeche. As equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura estão com hidrojatos auxiliando na limpeza dos locais mais afetados.

Florianópolis tem 70 áreas de risco, mas chuva deixa toda cidade em alerta, diz Defesa Civil

Durante a noite de quarta-feira (30), vias na região central da cidade tiveram alagamentos, que também atingiram o acesso à Ponte Colombo Salles. Quedas de árvores e deslizamentos também prejudicaram a mobilidade da população.

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Na manhã desta quinta-feira, na SC-405 no Rio Tavares, o rio transbordou, o que causou a interdição da estrada na altura do elevado. No Cemitério São Francisco de Assis, no Itacorubi, houve queda de muro. Ninguém se feriu. 

Rua João Pio Duarte Silva, no Córrego Grande, com lama sobre a pista – (Foto: Fernanda Moro/NSC TV)

Na SC-406, no Rio Tavares, uma cratera abriu quando a caixa de drenagem não aguentou a pressão do volume de água. Na tarde desta quinta, o sistema de drenagem foi refeito e a pista foi liberada. Nos próximos dias o asfalto será recolocado.

Em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, da NSC TV, o secretário de segurança pública de Florianópolis, Coronel Araújo Gomes, informou que nos últimos dias choveu mais de 400 mm, quatro vezes que a média prevista para o período.

Araújo Gomes disse ainda que dois abrigos foram abertos para atender a população. 

— Durante a noite tiramos pessoas de áreas de risco e sinalizamos os locais perigosos […]. Em um dos abrigos, cerca de 30 famílias estão no local — disse o secretário na entrevista concedida nesta quinta. 

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Confira imagens do alagamento

Florianópolis tem pelo menos 70 áreas de risco 

São ao menos 70 áreas de risco para deslizamentos e alagamentos, segundo levantamento da Defesa Civil municipal. Os pontos avaliados variam entre nível baixo a muito alto para possíveis prejuízos relacionados à infraestrutura e planejamento da cidade durante períodos com más condições do tempo. 

As aulas na Capital catarinense foram suspensas pela prefeitura. A Secretaria de Estado da Educação (SED) também suspendeu as atividades escolares na Grande Florianópolis. 

O atendimento de saúde na Capital também sofre alterações em função das chuvas. Onze postos de saúde estão com o serviço prejudicado ou problemas na estrutura ou pela dificuldade dos profissionais em chegar ao local. O caso mais grave é o da unidade do Monte Serrat, que foi fechada para avaliação da Defesa Civil. 

Grande Florianópolis também contabiliza prejuízos

Além de Florianópolis, outros municípios da região também registraram estragos por conta das chuvas. Uma pessoa morreu e outras dezenas estão ilhadas em áreas dos municípios. 

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Em Palhoça, a prefeitura montou um abrigo no colégio Caic, no bairro Passa Vinte. O local pode ser usado por pessoas que estejam desalojadas ou desabrigadas pelas chuvas. 

No município, uma pessoa morreu eletrocutada ao tentar atravessar uma área alagada na manhã desta quinta. O óbito foi confirmado pela Defesa Civil municipal. 

São José teve que abrir um segundo abrigo para atender a demanda de pessoas após a lotação do primeiro espaço. O prefeito do município, Orvino Coelho de Ávila (PSD), pediu que as pessoas façam doações para os atingidos. 

Já em Santo Amaro da Imperatriz, 18 pessoas foram resgatadas após ficarem ilhadas. O helicóptero dos bombeiros foi acionado para a ocorrência já que as pessoas estavam abrigadas em telhados e lajes. 

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O abastecimento de água em parte da Grande Florianópolis também enfrenta problemas decorrentes das chuvas. O deslocamento de uma adutora de água potável prejudica o abastecimento de água em Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu. 

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