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    Força-tarefa cumpre mandados em SC e mira suposta fraude na compra de 200 respiradores

    Mobilização envolve cerca de 100 policiais e apura possível crime contra administração pública na compra de ventiladores que custaram R$ 33 milhões 

    09/05/2020 - 07h37 - Atualizada em: 09/05/2020 - 11h30

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    Augusto
    Por Augusto Ittner
    Operação começou nas primeiras horas da manhã deste sábado (9).
    Operação começou nas primeiras horas da manhã deste sábado (9).
    (Foto: )

    Uma força-tarefa que envolve Ministério Público (MPSC), Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC) e Polícia Civil resultou em uma mobilização para o cumprimento de mandados de busca, apreensão e sequestro de bens em SC e em outros três estados. A Operação O2 — que faz referência ao oxigênio — foi deflagrada nas primeiras horas da manhã deste sábado (9) e tem como objetivo apurar suposta fraude na compra emergencial de 200 respiradores que custaram R$ 33 milhões para o Estado, denúncia feita pelo The Intercept Brasil.

    Ouça a entrevista coletiva pela CBN Diário:

    São 35 mandados que estão sendo cumpridos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). No total, cerca de 100 policiais envolvidos na ação que começou por volta das 6h30min e engloba ao menos 12 municípios em SC, RJ, SP e MT. Não há mandados de prisão nesta operação.

    A investigação apura um possível crime contra a administração pública na compra dos ventiladores pulmonares para SC. Conforme o MPSC, o valor de R$ 33 milhões foi pago “de forma antecipada, sem a exigência de qualquer garantia e sem as mínimas cautelas quanto à verificação da idoneidade e da capacidade da empresa vendedora”.

    O Ministério Público completa, e aponta que as “investigações, até o momento, identificaram fraude no processo de aquisição dos respiradores, mediante um sofisticado esquema criminoso que envolveu a corrupção de agentes públicos, falsidade ideológica em documentos oficiais, criação de empresas de fachada administradas por interpostas pessoas e lavagem de dinheiro”.

    Contraponto

    O governo do Estado ainda não havia se manifestado até as 8h30min deste sábado (9) sobre a Operação 02.

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