Um filhote de gato-maracajá, uma espécie selvagem, levantou suspeita por ser muito “manso” após ser resgatado em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense. O animal foi acolhido nesta semana por equipes especializadas e encaminhado ao veterinário por apresentar sinais de desnutrição.

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Os bombeiros voluntários foram os primeiros acionados para recolher o animal, que estava magro e com sinais de desidratação, que foi imediatamente encaminhado ao atendimento veterinário especializado na Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama).

Confira fotos do filhote de gato-maracajá

Comportamento do gato selvagem chamou atenção

Durante a passagem pela Fujama, um fato chamou a atenção da equipe. O filhote, que tem cerca de 4 a 5 meses, era muito manso, o que leva a crer que foi criado em cativeiro, como animal doméstico. Conforme a prefeitura, a situação configura crime ambiental.

— Ocorre que, muitas vezes, as pessoas encontram o filhote sozinho na mata e acham que foi abandonado pela mãe, que saiu apenas para caçar. Então, acabam recolhendo o filhote. Neste caso, em específico, acreditamos que a pessoa manteve o felino em casa, o que é proibido. Eles possuem necessidades biológicas e de espaço que uma residência não pode suprir — explica o biólogo Christian Raboch Lempek.

Após o resgate nesta semana, o filhote passa por tratamento em uma clínica veterinária conveniada à Prefeitura e quando apresentar melhora do quadro será encaminhado para reabilitação.

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Espécie é rara

De acordo com a Fujama, a espécie está ameaçada de extinção e capturá-lo ou mantê-lo em casa viola a Lei de Crimes Ambientais, além disso, há o fator de segurança. Embora pequenos, com tamanho próximo a um gato doméstico, são predadores silvestres, o que traz riscos de acidentes e ataques.

O que fazer se encontrar um animal silvestre?

Caso encontre um animal silvestre ferido, perdido ou em situação de risco, jamais tente capturá-lo. O procedimento correto é acionar imediatamente um órgão ambiental para fazer o resgate de forma segura e a soltura adequada.

*Sob supervisão de Leandro Ferreira