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REDESIGNAÇÃO SEXUAL

Gêmeas trans que fizeram cirurgia inédita em SC revelam ajuda a outras mulheres: "espalhar amor"

Entre entrevista à Marie Claire, jovens contaram como vem sendo a rotina e reforçam pedido por respeito à identidade de gênero

24/04/2021 - 09h58

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Redação
Por Redação Hora
Sofia e Mayla, as gêmeas que fizeram a cirurgia de redesignação sexual em Blumenau.
Sofia e Mayla, as gêmeas que fizeram a cirurgia de redesignação sexual em Blumenau.
(Foto: )

As gêmeas trans que fizeram juntas em SC uma cirurgia inédita no mundo de redesignação sexual contaram como vem sendo a rotina desde o procedimento. Em entrevista à Marie Claire, Sophia Albuquerck e Mayla Phoebe Rezende revelaram uma rotina de apoio a outras mulheres transsexuais e a pais. O objetivo é motivar pessoas e remover preconceitos sobre a identidade de gênero.

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Sophia e Mayla foram submetidas à cirurgia no início de abril, em uma clínica especializada de Blumenau. O procedimento durou dois dias e, após cerca de uma semana, receberam alta. Elas então retornaram a Minas Gerais e, além da rotina de estudos, também passaram a se dedicar sobre a conscientização da comunidade sobre os temas trans.

— Eu [Mayla] e a Sofia temos um grupo com várias meninas trans. Nunca pensei em ser inspiração para alguém, mas tento ajudar. Hoje em dia, converso com uma mulher trans de 48 anos que me pergunta como ‘sair do armário’, sabe? Acho importante falar sobre — disse uma das gêmeas em conversa com a Marie Claire.

Mayla conta, ainda, que desde então procura convencer as pessoas — incluindo familiares de pessoas trans — de que as questões religiosas precisam ficar de fora quando se trata de uma identificação pessoal:

— Os nossos corpos ficam na terra, e nós voltamos ao pó. Então não faz sentido Deus nos julgar por conta da nossa identidade de gênero, nós devemos amar e cuidar do próximo. E nós só queremos espalhar amor. Pais, apoiem sempre os seus filhos. Não é algo que escolhemos, nós já nascemos assim.

Relembre

Sofia é estudante de Engenharia Civil, já Mayla está no terceiro ano de Medicina. As irmãs possuem muitas coisas em comum. Além dos traços físicos, desde muito pequenas buscavam a identificação de gênero. Aos 15 anos, iniciaram o tratamento hormonal com anticoncepcional e como parte do processo de mudança de sexo, há quatro meses colocaram prótese de silicone.

As gêmeas foram operadas pelos médicos José Carlos Martins Junior e Cláudio Eduardo, que comandam a Transgender Center Brazil, única clínica do país especializada em cirurgia trans e feminização facial, com sede em Santa Catarina.

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