As quadrilhas especializadas em fraudes financeiras no ambiente virtual dependem essencialmente da manipulação psicológica para capturar o dinheiro das vítimas. Conhecida como engenharia social, essa prática explora momentos de distração e o desconhecimento técnico dos correntistas em relação às ferramentas de segurança do Banco Central.
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Evitar erros de configuração em dispositivos móveis e adotar uma postura de constante ceticismo diante de contatos inesperados são atitudes fundamentais para neutralizar as investidas criminosas.
Conexões desprotegidas e o erro de expor dados pessoais
Realizar movimentações bancárias e transferências instantâneas enquanto o celular está conectado a redes de Wi-Fi públicas de restaurantes, shoppings ou aeroportos representa um risco elevado à segurança de dados.
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Essas redes abertas carecem de criptografia robusta, permitindo que criminosos interceptem o tráfego de dados e capturem credenciais de acesso ou informações confidenciais. O correto é utilizar exclusivamente os dados móveis (4G ou 5G) da operadora para transações financeiras fora de casa.
O vazamento voluntário de dados pessoais em plataformas de redes sociais também alimenta a base de dados dos golpistas. Divulgar chaves Pix associadas ao número de telefone celular ou CPF facilita o roubo de identidade e a criação de perfis falsos no WhatsApp.
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Para recebimentos públicos na internet, a recomendação de segurança é utilizar chaves aleatórias, dificultando o rastreamento e a clonagem por parte das quadrilhas.
Resolução BCB nº 493: o novo mecanismo de rastreamento de fraudes
A resposta institucional contra o mercado de contas falsas ganhou com a implementação da Resolução BCB nº 493. O normativo ativou obrigatoriamente, a partir de fevereiro de 2026, o MED 2.0, a evolução do Mecanismo Especial de Devolução.
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A virada de chave tecnológica permite que o ecossistema bancário persiga o dinheiro desviado mesmo após sucessivas transferências internas, retirando a vantagem de velocidade que os estelionatários possuíam.
A falsa central telefônica e o truque do estorno do ‘Pix errado’
Um dos golpes mais elaborados do momento envolve falsos telefonemas de suporte bancário. O fraudador simula os números oficiais da central do banco e informa sobre uma suposta transação irregular de valor elevado. Fingindo ajudar a cancelar a operação, ele induz a vítima a realizar uma transferência Pix de segurança para salvar o dinheiro.
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Nenhuma instituição financeira liga para os clientes pedindo a realização de transferências, testes de sistema ou fornecimento de senhas pessoais.
Por fim, o erro na hora de lidar com o recebimento de valores inesperados alimenta o golpe do “Pix errado”. O golpista deposita um valor real na conta da vítima e liga dizendo que errou a digitação, pedindo a devolução urgente. O erro grave ocorre quando a vítima aceita devolver o montante digitando uma nova chave Pix indicada pelo indivíduo.
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Ao fazer isso para uma conta diferente da original, o golpista aciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED) junto ao banco e recebe o estorno oficial em duplicidade, deixando o cidadão de boa-fé no prejuízo.
Para devolver o dinheiro com segurança, o usuário deve utilizar unicamente o botão nativo “Devolver Pix” dentro do próprio extrato da transação recebida.
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