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    Guia prático para começar a investir em 10 passos 

    Ter disciplina e lembrar que o tempo é mais importante do que a quantia de dinheiro para começar são dicas valiosas na hora de investir pela primeira vez

    16/10/2020 - 14h58 - Atualizada em: 19/10/2020 - 08h53

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    Por Estúdio NSC
    Guia prático para começar a investir em 10 passos
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    Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário ter uma quantia grande de dinheiro guardada para começar a investir. Quando o assunto é investimento, o tempo vale mais do que o dinheiro em si, por isso, é importante que você use o tempo como seu aliado, para que ele possa trabalhar e gerar ganhos. Segundo a sócia e especialista em investimentos da Warren em Florianópolis, Kátia Morais, a hora para começar a poupar é agora.

    — Quanto antes você começar a investir, melhor. Isso porque o tempo é um dos seus recursos mais valiosos quando o assunto é a construção de seu patrimônio. Não importa quanto dinheiro você tem, comece a poupar! — destaca.

    Pensando em quem vai começar a investir agora, nós preparamos um passo a passo com dez dicas para essa iniciação. Porém, para quem quer se aprofundar mais sobre o assunto, fica a indicação do livro "Papo de Grana: Faça o dinheiro trabalhar para você", escrito pelo CEO da Warren, Tito Gusmão. O livro é leve, possui uma linguagem descontraída e é de fácil entendimento para os iniciantes no assunto. E agora, vamos ao passo a passo!

    1. Entenda como funcionam suas finanças pessoais

    As pessoas têm jeitos particulares de gastar e organizar o seu dinheiro. Algumas têm mais controle sobre os gastos, outras sempre acabam o mês no vermelho. Por isso, antes de começar a traçar o seu planejamento financeiro, é preciso entender a forma como você lida com seu dinheiro. Você gasta mais do que ganha? Tem muitas dívidas? É compulsivo por compras? Tem alguma reserva de emergência? Refletir sobre essas questões ajuda muito a definir quais os próximos passos nessa trajetória.

    2. Defina metas financeiras

    É preciso que você seja realista quanto à sua situação financeira e estabeleça objetivos sobre o que quer para o seu futuro, como por exemplo: viajar, comprar ou trocar seu carro, pagar a escola ou a faculdade do seu filho e fazer uma reserva de emergência ou economizar para a aposentadoria. Dessa forma, depois que você definir seus objetivos ficará mais fácil visualizar a sua vida financeira, o que você quer para o futuro e ter mais disciplina.

    3. Construa uma reserva de emergência

    A reserva de emergência é um dinheiro que será destinado caso ocorra algum imprevisto que ultrapasse o valor possível de ser pago com a renda do mês, sem comprometer os gastos básicos. Essa reserva deve ter um montante equivalente a no mínimo seis meses do seu custo de vida fixo e deve ser usada somente para emergências como desemprego ou despesas médicas não esperadas, por exemplo.

    Segundo Kátia, para calcular qual é o montante desse fundo de emergência, você deve considerar quanto gasta por mês com contas básicas.

    — É preciso saber quanto você gasta com as despesas da casa, alimentação, transporte, saúde, escola e multiplicar por seis. Ou seja, se você gasta R$ 3 mil reais mensais com essas contas, sua reserva de emergência deverá ser de R$ 18 mil reais — explica.

    4. Defina um valor mensal para investir

    Para construir um bom patrimônio para o futuro, você precisa reservar mensalmente uma parte do seu salário. Dessa forma, é preciso definir quanto você quer investir e ter disciplina para, de fato, cumprir com o que determinou.

    Por exemplo, se você definir que quer investir 10% do que ganha por mês, comece a tratar essa quantia como se fosse uma conta mensal que você tem que pagar. Assim que receber seu salário, invista. Não espere sobrar para separar o dinheiro do seu investimento.

    — Isso deve entrar como linha de despesa na sua vida financeira e não a sobra da sobra — acrescenta Kátia.

    5. Abra uma conta em uma corretora

    Agora que você já sabe aonde quer chegar e quanto dispõe para começar, é hora de abrir uma conta em uma corretora de investimentos. Você até pode começar a investir pelo seu banco, mas saiba que ele nem sempre vai te mostrar as melhores opções do mercado, já que tem um “cardápio” de investimentos muito restrito. Por isso, para quem quer começar a investir o ideal é abrir uma conta em uma corretora para que possa aproveitar as oportunidades que existem no mercado financeiro.

    A corretora de investimentos atua como uma ponte entre o investidor e o seu investimento. Essa instituição é responsável para que a pessoa física tenha acesso a diversos tipos de investimentos e consiga aplicar o seu dinheiro de forma mais prática, segura e rápida.

    — Por que abrir uma conta em uma corretora? Títulos de capitalização, fundos de investimentos com taxas exorbitantes, poupança... O mercado está repleto de produtos ruins, com taxas absurdas e muitos bancos estão alinhados com eles e não com você! Desconfie! — alerta Kátia.

    >> Leia também: a diferença entre assessor e consultor de investimentos

    6. Seja fiel ao seu perfil de investidor

    Uma das primeiras coisas que uma corretora de investimentos irá fazer após você criar sua conta será aplicar um suitability, que é um questionário feito para conhecer o investidor que acaba de chegar, a fim de saber qual é o seu perfil, com base nos seus objetivos para o futuro. Esse perfil revelará o quanto você já sabe sobre investimentos, qual a sua experiência no mercado e, também, sua tolerância ao risco.

    O suitability é um passo obrigatório para bancos e corretoras antes de o investidor fazer sua primeira aplicação. No entanto, o recomendado é que antes de investir você procure um profissional que vá além do suitability e que entenda qual é o seu momento de vida, a sua realidade e quais são os seus objetivos. Afinal, um jovem de 20 anos e um senhor de 70 anos com perfil moderado não devem ter a mesma carteira.

    — Com a ajuda de um consultor ou do sistema de sugestão de carteiras da Warren você cria diferentes portfólios levando em consideração a finalidade do investimento. Por exemplo, o dinheiro destinado ao objetivo reserva de emergência precisa estar disponível frente a uma emergência, ou seja, deve ter alta liquidez e deve ser estável. Dessa maneira, o dinheiro que está aplicado ali não pode sofrer oscilação. Então precisa ser composto de produtos de investimentos conservadores. Já se o seu objetivo é a aposentadoria, é para longo prazo e não precisa de liquidez. Poderá ter um pouco de risco com investimentos com perfil moderado e/ou arrojado — acrescenta Kátia.

    7. Diversifique sua carteira de investimentos

    É importante diversificar a sua carteira de investimentos para buscar maior rentabilidade com mais segurança. Além de proteger seus investimentos contra riscos específicos dos ativos, a diversificação também garante um maior retorno ao longo prazo, porque você vai se expor a uma série de classes de ativos, obtendo o melhor de cada uma delas.

    — A escolha de bons produtos para compor o portfólio é fundamental, pois eles trarão rendimentos para a carteira e te ajudarão a chegar lá — destaca Kátia.

    8. Duvide das ofertas milagrosas

    Geralmente a relação entre o prazo de aplicação e a rentabilidade esperada é bem direta. Dessa forma, investimentos de longo prazo tendem a ter retornos mais satisfatórios, até mesmo porque seus gestores podem contar com o recurso por mais tempo. Por isso, é preciso duvidar daquelas ofertas milagrosas que prometem ganhos muito altos em pouco tempo.

    — Não acredite em ofertas milagrosas de enriquecimento rápido e sem esforço. Bons investimentos vão trazer resultados no longo prazo, então é preciso ter paciência — pondera Kátia.

    9. Acompanhe o rendimento de sua carteira

    Tão importante quanto começar a investir é acompanhar como anda o rendimento da sua carteira. O cenário econômico oscila frequentemente e isso faz com que você precise revisar de tempos em tempos a sua carteira de investimentos, para saber se suas escolhas estão adequadas ao momento ou se há alguma possibilidade de melhora ou oportunidade.

    — Se você definiu que 15% do seu portfólio seria investido em renda variável e ao longo do tempo este percentual aumentou para 20% devido à rentabilidade, pode ser a hora de rebalancear, pois, dessa forma, você mantém o perfil da carteira e não corre riscos acima do seu nível de tolerância — exemplifica Kátia.

    10. Mantenha a disciplina

    Pode até parecer repetitivo, mas essa ainda é a dica fundamental para quem investe. Como já citamos aqui, o tempo é mais importante do que o dinheiro quando se trata de investimentos, pois é justamente com a disciplina de investir durante muito tempo que o dinheiro será acumulado.

    Por isso, siga sua estratégia de investir mensalmente e, principalmente, gaste com consciência. Vale a máxima "não troque o que você mais quer na vida pelo o que você mais quer no momento”. Dessa forma, você poderá alcançar todos os objetivos financeiros que quiser.

    — Não é uma tarefa fácil, mas depois que você começa a ver o dinheiro render, não quer mais parar. Para isso, não precisa ser um expert em investimentos! Nós da Warren estamos aqui para te apoiar, direcionar, sanar dúvidas e prestar uma consultoria de qualidade e sem conflitos de interesses — finaliza Kátia.

    No site da Warren você encontra mais sobre as soluções de investimentos para o seu perfil. E para saber mais sobre o mercado de investimentos, acompanhe o canal Investe Mais.

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