O ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, que deu 61 socos na namorada em um elevador, virou réu na Justiça nesta quinta-feira (7). Ele responderá por tentativa de feminicídio. As informações são da CNN Brasil.

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A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte, nesta quinta. A informação foi confirmada à CNN pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte TJRN.

Desde 28 de julho, dois dias após o crime, Igor está preso preventivamente. O ataque foi registrado por câmeras de segurança, que mostraram os socos que desfiguraram o rosto da vítima.

A vítima passou por uma cirurgia de reconstrução facial depois do crime, e descreveu a agressão como um “atentado contra a vida”. Ela ainda afirmou que a relação entre os dois era “tóxica e abusiva”, com histórico de agressões físicas e psicológicas, além de ciúmes excessivo por parte de Igor.

A CNN tentou contato com a defesa de Igor, que não se posicionou até a publicação desta matéria.

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“Surto claustrofóbico”

Igor alegou no primeiro interrogatório que teve um “surto claustrofóbico” e disse ter um filho no espectro autista. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte segue investigando o caso como tentativa de feminicídio.

Já a família de Igor afirmou estar “consternada” com os fatos, e afirmou não ter relação com o crime. Eles também pediram para não serem alvo de ameaças.

A defesa da vítima solicitou uma medida protetiva, que foi negada pela Justiça do Rio Grande do Norte. Segundo o TJRN, a solicitação de medida protetiva não foi aceita “considerando que o acusado se encontra preso preventivamente”.

Veja as fotos do caso

Agressões na cadeia

Igor relatou, em depoimento, que sofreu agressões e ameaças de policiais penais dentro da Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, onde estava custodiado.

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No boletim de ocorrência registrado na sexta-feira (1º), ele relata que os episódios teriam começado no dia 30 de julho, quando ele foi transferido para a unidade prisional. Em uma cela isolada, afirma que foi deixado algemado e sem roupas e que policiais penais teriam colocado ele sobre o ralo do banheiro, usado spray de pimenta e desferido golpes com sandálias, socos, chutes e cotoveladas.

O homem também relatou que os agentes teriam feito ameaças de estupro, envenenamento e morte, além de oferecer um lençol e aconselhá-lo a se suicidar.

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