Diferente do contribuinte comum, o aposentado ou pensionista pode proteger uma cota extra de seus rendimentos antes mesmo das deduções com saúde e educação na declaração do Imposto de Renda 2026. No fim das contas, saber usar esse direito é o que garante uma restituição maior e evita que o contribuinte entregue ao Leão mais dinheiro do que deveria.
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Entenda a regra: o cálculo da isenção extra para idosos
A regra é clara, mas o preenchimento ainda gera dúvidas nos escritórios de contabilidade. A partir do mês em que completa 65 anos, o contribuinte ganha o direito a uma isenção adicional sobre sua aposentadoria ou pensão.
Funciona assim: além da faixa de isenção comum a qualquer cidadão, o idoso tem uma cota extra de R$ 1.903,98 por mês. Na declaração de 2026 (ano-base 2025), o cálculo final permite proteger até R$ 24.751,74 (referente aos 12 meses mais o 13º salário).
Os erros que levam o aposentado direto para a malha fina
Mesmo com o benefício da isenção extra, o contribuinte com mais de 65 anos precisa redobrar o cuidado. Se o contribuinte tem uma empresa ou recebe pró-labore, esse valor entra como tributável comum. Além disso, se o idoso recebe duas aposentadorias (uma pelo INSS e outra por regime próprio, por exemplo), a isenção dupla só pode ser aplicada uma única vez. Tentar duplicar o benefício é passagem garantida para a malha fina.
Como garantir o benefício no sistema da Receita
Para não deixar dinheiro na mesa, o segredo está na organização dos documentos. O primeiro passo é ter em mãos o informe de rendimentos do INSS ou da sua previdência privada. Embora a declaração pré-preenchida facilite a vida e já puxe boa parte desses dados, a conferência manual é indispensável para evitar erros que levam à malha fina.
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*Com edição de Luiz Daudt Junior.









