A contagem regressiva para o ajuste de contas com o Fisco começou. Mas o contribuinte precisa de olhos atentos: o ponto central de confusão este ano é o hiato entre o anúncio político e a prática contábil. Embora o governo tenha implementado a isenção para quem ganha até R$ 5 mil em janeiro deste ano, esse benefício é um “alívio no presente” que só será declarado em 2027. Para agora, no Imposto de Renda 2026, o que vale é o ano-base 2025.

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O cerco à arrecadação

As novas projeções fiscais indicam que a Receita Federal está mais rigorosa. O objetivo é garantir o cumprimento das metas do novo arcabouço fiscal, o que explica o cruzamento de dados cada vez mais refinado entre bancos, imobiliárias e cartórios.

Quem não pode escapar do Leão em 2026?

  • Renda Tributável: Recebeu mais de R$ 33.888 no ano (salários, aposentadorias, aluguéis).
  • Patrimônio Elevado: Só declara quem somava mais de R$ 800 mil em bens até 31 de dezembro de 2025.
  • Investimentos: Quem movimentou mais de R$ 40 mil na Bolsa ou obteve lucro em vendas acima de R$ 20 mil mensais.

Pix e declaração pré-preenchida: a via rápida

Para quem tem dinheiro a receber, a estratégia é clara: usar a declaração pré-preenchida e optar pelo recebimento via Pix (chave CPF). Essa modalidade não apenas reduz as chances de erros que levam à malha fina, como também coloca o contribuinte no topo da fila de prioridade dos lotes de restituição, que começam em maio.

Mudanças no IR para quem ganha até R$ 5 mil

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.