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Economia

"Isolamento social pode causar sequelas significativas à sociedade", diz presidente da Fiesc

Dirigente do setor das indústrias defendeu manutenção da atividade econômica mesmo com alta de casos de Covid-19 para evitar risco de mais desemprego

08/03/2021 - 12h47

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Por Jean Laurindo
Presidente da Fiesc defende manutenção da atividade econômica mesmo com aumento de casos e internações por Covid-19
Presidente da Fiesc defende manutenção da atividade econômica mesmo com aumento de casos e internações por Covid-19
(Foto: )

O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, voltou a defender a manutenção das atividades econômicas no Estado, mesmo com o aumento de casos e internações por causa da Covid-19.

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Em entrevista ao Jornal do Almoço, da NSC TV, o dirigente defendeu que um novo fechamento de empresas poderia ter consequências como o desemprego e a falência de empresas.

– Entendemos que o isolamento social da maneira como muitos propõem pode causar sequelas bastante significativas na sociedade. Então defendemos sempre a manutenção das atividades econômicas, com algumas restrições, evidentemente, mas mantendo rigorosos protocolos de segurança para que se possa manter esses empregos e a saúde das pessoas. Somos defensores da manutenção da atividade econômica – afirmou.

O presidente da Fiesc defendeu que não seria nos locais de trabalho que está ocorrendo a maior parte da contaminação por coronavírus, e sim nos eventos sociais, e destacou que as indústrias estão adotando protocolos de segurança.

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Auxílio emergencial e compra de vacinas

Aguiar também falou sobre a expectativa pela volta do auxílio emergencial, que em 2020 evitou uma queda ainda maior na economia do país no período em que esteve em vigor. O dirigente disse que o benefício “é importante”, mas ressaltou que ele “se contrapõe à questão fiscal do país” e lembrou que na criação do auxílio houve pessoas que não precisavam do valor oferecido pelo governo e que tiveram acesso a ele.

– Só como exemplo, em Florianópolis entravam R$ 90 milhões por mês (no período do auxílio), foram 150 mil pessoas de Florianópolis que recebiam. Logicamente deu um auxilio importante para a recuperação da economia como um todo, mas (defendemos a volta) com muito critério e valores talvez menores do que foram dados no primeiro momento – sustentou.

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O presidente da Fiesc também afirmou que a entidade está em tratativas com alguns laboratórios, mas que no momento não há suficiente para atender a todos e que, por isso, considera correto os critérios adotados pelo governo federal na definição de grupos prioritários para receber a vacinação. Apesar disso,

– A Fiesc está negociando e tão logo seja possível adquirir as vacinas, faremos e entregaremos para o s industriários de Santa Catarina – concluiu.

* Com informações da NSC TV

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