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Investigação

Jacarés mortos em Florianópolis tiveram cabeça e cauda cortadas por ação humana, diz IGP

Laudo completo deve ser finalizado até a próxima semana

19/11/2021 - 15h26 - Atualizada em: 19/11/2021 - 15h47

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Camilla
Por Camilla Martins
Animais foram encontrados sem cabeça
Animais foram encontrados sem cabeça
(Foto: )

Os jacarés encontrados mortos em um rio no bairro Itacorubi, em Florianópolis, tiveram a cabeça e a cauda arrancadas por ação humana. A informação foi confirmada pelo Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina (IGP) que, na última sexta-feira (12), recolheu uma das carcaças dos animais para análise.

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— A retirada da cabeça e da cauda do animal se deu por ação humana e pode-se afirmar categoricamente que o animal foi caçado — afirmou o IGP por meio de sua assessoria de imprensa.

O laudo com o parecer técnico completo sobre as mortes está em construção e deve ser finalizado até a próxima semana. Um perito criminal com formação em veterinária foi designado para analisar partes do réptil que, antes de irem para o IGP, ficaram acondicionadas em um freezer no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). 

Além da apuração técnica, o caso também é acompanhado pela Polícia Civil, que aguarda a finalização do laudo do IGP para prosseguir com as investigações. 

Mistério sobre as mortes

A morte dos jacarés, encontrados sem cabeça no último dia 06 de outubro, chamou atenção de especialistas e se tornou um mistério na cidade. 

A presença de óleo na água do riacho foi considerada uma possível causa das mortes, bem como a chance de os animais terem sido atacados por outro da mesma espécie. Porém, pesquisadores da área chegaram a afirmar que a situação envolvendo os répteis havia sido fruto de ação humana.   

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Limpeza em rio no Itacorubi

O rio onde os jacarés foram localizados estava com a água escura e passou por uma limpeza entre os dias 09 e 11 de novembro para a retirada de óleo e outros resíduos do local. Uma contenção chegou a ser instalada para evitar o avanço do material para o mangue e para o mar. 

Ao todo, foram recolhidos do canal nove mil litros de material contaminado e quatro toneladas de resíduos sólidos que foram coletados pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). 

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