Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos, identificado como o homem que teve o corpo esquartejado e encontrado dentro de uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, há quase três meses, era da mesma cidade que um dos suspeitos pela morte da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas. Alberto e o investigado eram de Laranjal Paulista, cidade do interior de São Paulo, segundo a Polícia Civil.
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O jovem teve a identificação confirmada na quarta-feira (18). A Polícia Civil quer avançar na investigação, agora, para achar mais indícios que podem relacionar os dois crimes, para entender, também, se Alberto e o suspeito já se conheciam.
Em Florianópolis, Alberto e o suspeito eram vizinhos no Norte da Ilha, morando na mesma pousada que a corretora gaúcha, encontrada morta e esquartejada no início de março deste ano após passar mais de uma semana desaparecida.
Alberto estava desaparecido desde dezembro de 2025, quando teve o corpo encontrado dentro de uma mala no dia 28 do mesmo mês. O sumiço dele não havia sido registrado pela família, natural de São Paulo, já que Alberto e os familiares não tinham contato próximo há algum tempo.
A identificação do jovem na mala levou tempo porque não houve correspondência com registros de pessoas desaparecidas e, por consequência, nenhum reconhecimento de familiares ou pessoas próximas. No entanto, nesta semana, policiais conseguiram informações e uma foto de Alberto com moradores antigos da pousada, o que fez com que fosse possível avançar na identificação.
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Investigado pela morte de Luciani e vizinho de Alberto estava foragido desde 2022
O investigado pela morte de Luciani estava foragido desde 2022 por ser suspeito de matar a tiros o dono de uma padaria em Laranjal Paulista. O homem tinha 65 anos e foi baleado na cabeça enquanto abria o estabelecimento.
Depois do crime, ele fugiu usando um transporte e adotou o nome falso “John Ricce”. Atualmente, ele morava na mesma pousada que Luciani e Alberto. O homem foi preso em Gravataí, no Rio Grande do Sul, junto com a companheira, em uma tentativa de fuga após a morte de Luciani.
Dona da pousada foi presa pelo crime de receptação
Outras duas pessoas que participaram do crime envolvendo a corretora gaúcha eram vizinhos de Luciani e, também, de Alberto. Elas foram presas. Entre elas está a administradora da pousada, que foi detida no dia 12 de março pelo crime de receptação após ser localizada com pertences da corretora.
Veja fotos de Luciani?
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O que falta para que os crimes sejam relacionados?
Segundo a Polícia, apesar ainda faltam outros indícios para que os crimes sejam relacionados, como alguma ligação com os suspeitos já presos, por exemplo.
Ainda não há informações sobre o motivo do afastamento entre Alberto e a família ou se o homem tinha antecedentes criminais. Esses pontos também devem ser alvos de investigação, segundo a polícia.
Relembre o caso do corpo encontrado na mala
O corpo de Alberto foi encontrado em uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, no dia 28 de dezembro de 2025. Banhistas que passavam pelo local perceberam uma mala com cheiro forte, e acionaram os guarda-vidas. Dentro da mala, foram encontrados sacos com um corpo em decomposição.
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) foi acionado por volta das 17h daquele dia para checar um possível corpo no início da trilha de acesso ao Costão, na Praia do Santinho, no Norte da Ilha.
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A mala estaria presa entre as pedras na orla da praia. Ao abrir a bagagem, as equipes se depararam com sacos com um corpo em estado avançado de decomposição. Na ocasião, não era possível identificar o gênero ou a idade da vítima.






