A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava o espancamento e atropelamento de um jovem de 20 anos em Videira, no Meio-Oeste catarinense. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Édipo Flamia Hellt, o jovem foi atingido por um carro dirigido pelo próprio amigo. O caso aconteceu por volta das 2h do último domingo (12).
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Segundo o delegado, em depoimento, o motorista alegou que a intenção era afastar os agressores, colocar a vítima no veículo e fugir do local, mas acabou atingindo o rapaz.
— O motorista não teve a intenção de matá-lo ou lesioná-lo. Mas, ele foi indiciado por dolo eventual, porque assumiu o risco, pois dirigiu embriagado, direcionou o veículo para o grupo de pessoas e fugiu do local sem prestar socorro — explicou.
Como tudo aconteceu
Conforme o delegado, o grupo de cinco amigos passou por um bar na noite em que tudo aconteceu e ingeriu bebida alcoólica. Depois, seguiu em um Volkswagen Gol para uma boate da cidade.
Ainda na fila de entrada, eles se desentenderam com outras pessoas e trocaram empurrões. Dentro do local, houve uma nova briga envolvendo parte do grupo, incluindo o jovem que mais tarde seria atropelado. Os seguranças intervieram e expulsaram todos os envolvidos.
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Já do lado de fora, a confusão continuou. A vítima caiu na rua e foi agredida com chutes antes de ser atingida pelo carro conduzido pelo amigo. O veículo passou por cima do rapaz duas vezes: primeiro atingindo a cabeça e depois a região das pernas.
Envolvidos foram identificados e interrogados
O delegado informou, ainda, que todas as pessoas envolvidas nas agressões físicas foram identificadas e interrogadas. Todas responderão pelo crime de lesão corporal.
— Todas as pessoas que praticaram agressões físicas contra a vítima na via pública foram identificadas, interrogadas e vão responder pelo crime de lesão corporal — afirmou Hellt.
As outras vítimas dentro da boate foram orientadas a registrar ocorrência e realizar exame de corpo de delito.
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O jovem segue internado, sem risco, mas aguarda uma cirurgia de reconstrução da mandíbula. Em depoimento à Polícia Civil, ele confirmou ter conversado com o motorista e que o amigo não teve a intenção de machucá-lo.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise.
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