Os coletivos Judias e Judeus pela Democracia de São Paulo e Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil vão lançar nesta quinta-feira (9) um abaixo-assinado em apoio à vereadora Maria Tereza Capra (PT). A carta já reúne ao menos mil signatários.

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A parlamentar foi cassada em 4 de fevereiro por quebra de decoro parlamentar por ter postado em seu Instagram um vídeo em repúdio a uma manifestação golpista ocorrida no ano passado na cidade de São Miguel do Oeste, em Santa Catarina.

Nela, os presentes ergueram o braço direito em riste acima do rosto -gesto que foi comparado por Maria Tereza e entidades como a Conib (Confederação Israelita do Brasil) a uma saudação nazista.

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“É inaceitável que a única vereadora que denunciou essa situação tenha tido seu mandato cassado. A liberdade de expressão e o direito à representação política, em especial de defensores dos direitos humanos, são pilares fundamentais da democracia e devem ser protegidos e respeitados”, afirma o manifesto.

E segue: “Vimos a público demandar ações enérgicas das seguintes instituições para combatermos a ascensão de movimentos nazistas e fascistas no Brasil e darmos uma solução justa a este caso estarrecedor”.

O documento tem entre seus signatários organizações e grupos como Coletivo Democracia Corinthiana, Comissão Arns, Casa do Povo e Instituto Vladimir Herzog.

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Eles pedem que o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) reabra a investigação do evento –uma apuração preliminar do órgão considerou que o gesto não foi feito com a intenção de fazer apologia ao nazismo.

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O episódio foi investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações), uma força-tarefa coordenada pelo MP-SC em conjunto com as diferentes polícias.

O grupo também reivindica que os presidentes nacional e estadual do PDT, André Figueiredo e Manoel Dias, investiguem e punam o presidente da Câmara Municipal de São Miguel do Oeste, o vereador Vanito Coura, que encaminhou o processo de cassação da petista.

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A carta também solicita que os presidentes nacional e estadual do MDB, Baleia Rossi e Celso Maldaner, para que investiguem e punam o vereador Carlos Agostini Tatu pela denúncia contra a vereadora, caracterizada por eles como “um gesto de concordância e endosso aos movimentos nazistas do estado”.

Por fim, pedem que os ministros Flávio Dino (Justiça) e Silvio de Almeida (Direitos Humanos) disponibilizem forças federais para a segurança pessoal de Maria Tereza, que foi vítima de ameaças após o caso.

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*Reportagem de Mônica Bergamo

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