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Crime bárbaro

Júri de acusada de assassinar grávida em Canelinha é adiado e pode mudar de cidade

Mudança na data ocorreu após defesa pedir para que o julgamento aconteça em outra cidade

30/09/2021 - 16h30

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Por Luana Amorim
Crime bárbaro chocou os moradores de Canelinha, na Grande Florianópolis, em agosto do ano passado
Crime bárbaro chocou os moradores de Canelinha, na Grande Florianópolis, em agosto do ano passado
(Foto: )

O julgamento da mulher acusada de assassinar uma mulher grávida em Canelinha, na Grande Florianópolis, foi adiado para novembro, segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A mudança na data ocorreu após um pedido dos advogados que defendem a ré no processo.

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Inicialmente, o júri popular da acusada estava marcado para o dia 20 de outubro na Câmara de Vereadores de Tijucas, município vizinho de Canelinha. Porém, os advogados que defendem a mulher no processo pediram à Justiça que o julgamento fosse transferido para outra cidade.

Segundo a advogada de defesa, Bruna dos Anjos, o pedido de mudança é por uma suposta imparcialidade dos jurados na sentença e a segurança da ré, já que o caso ocorreu em uma cidade com poucos habitantes e teve grande repercussão. 

Como o pedido ainda precisa ser analisado pelo juiz, o julgamento foi adiado para o dia 24 de novembro. A expectativa dos advogados é que o pedido seja acatado. 

Ainda não há data de quando será divulgada a decisão do TJSC. Enquanto isso, a mulher continua presa na Penitenciária Feminina de Florianópolis, onde está há mais de um ano. 

A ré é acusada por seis crimes, segundo relatório do júri, elaborado pelo Ministério Público de Santa Catarina, ao qual o Diário Catarinense teve acesso. São eles: homicídio qualificado pela morte da grávida; subtração de incapaz, pela retirada da criança do ventre da mulher; e parto suposto. Ela também responde pela tentativa de homicídio qualificada do bebê, fraude processual, pela retirada de objetos da cena do crime, e ocultação do cadáver da grávida, que foi achado apenas um dia depois do assassinato.

A expectativa é de que 14 testemunhas de acusação e duas de defesa sejam ouvidas durante o júri popular, além da ré. O Hora de SC tentou contato com a defesa da acusada, mas não teve retorno até a publicação. 

O crime

O crime aconteceu no dia 27 de agosto de 2020. A acusada supostamente atraiu a amiga, que estava grávida de 36 semanas, a uma cerâmica desativada, em Canelinha. Lá, a mulher golpeou a vítima com tijolos até deixá-la inconsciente. A grávida ainda estava viva quando a acusada cortou a barriga dela para retirar o bebê.

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Depois disso, os objetos da cena do crime foram escondidos na casa da acusada, que colocou o corpo em um antigo forno da cerâmica desativada. A recém-nascida foi levada pela acusada e pelo marido até o hospital da região. Ela alegou que teve um parto espontâneo.

O ex-marido da acusada chegou a ser preso também por suposta participação do crime, mas foi liberado em outubro de 2020.

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