Em um frasco encontrado na casa da estudante de direito Ana Paula Veloso Fernandes, de 35 anos, em Guarulhos, São Paulo, havia inseticida em grãos, popularmente conhecido como chumbinho. É o que revela um laudo da Polícia Técnico-Científica divulgado nesta segunda-feira (13). Ela é acusada de matar quatro pessoas entre janeiro e maio deste ano em São Paulo e no Rio de Janeiro. Com informações do g1.
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Segundo o documento do Instituto de Criminalística, o veneno tem a substância “terbufós”, usada na agricultura contra insetos. A venda do veneno é permitida no Brasil, mas humanos e animais não podem ter contato com a substância, pois ela pode levar à morte.
Ana Paula Veloso está presa desde julho pela morte de quatro pessoas, sendo três com quem ela já havia tido um relacionamento romântico. De acordo com a Polícia Civil, a estudante tinha como objetivo ficar com os bens das vítimas.
Segundo a investigação, os homicídios foram cometidos com a ajuda da irmã gêmea de Ana Paula, Roberta Cristina Veloso Fernandes, que também está presa desde agosto. Michelle Paiva da Silva, de 43 anos, filha de uma das vítimas, também foi detida na última terça-feira (7).
Veja fotos da serial killer do envenenamento
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Quem eram as vítimas
As vítimas foram identificadas como Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Corrêa da Silva e Hayder Mhazres.
Em relação a Marcelo, Ana Paula morava nos fundos da casa dele, e confessou à polícia que o matou por conta de brigas e supostas ameaças. Ela também afirmou que teve um relacionamento com o homem para poder continuar na residência.
A morte dele foi registrado no dia 31 de janeiro, em Guarulhos, e o caso chegou a ser arquivado em 5 de maio por falta de provas. Depois, uma nova investigação apontou os nomes de Ana Paula e Roberto por suspeita de envenenamento.
No dia 11 de abril, Maria Aparecida, com quem Ana Paula também teve um romance, foi encontrada morta. A linha telefônica da vítima, cadastrada horas antes da morte, foi usada em uma tentativa de incriminar terceiros pelo crime, incluindo um ex-amante e a esposa.
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Já Hayder Mhazres conheceu a serial killer brasileira através de um aplicativo de relacionamento. Após uma suposta gestação simulada por Ana Paula, que foi rejeitada por Hayder, ela planejou e executou a morte da vítima.
O tunisiano de 21 anos passou mal no apartamento onde morava enquanto a estudante estava com ele. O corpo não foi exumado porque foi para a Tunísia, porém a investigação apontou que o jovem foi envenenado.
Neil Corrêa morreu no dia 26 de abril, depois de consumir uma feijoada levada por Ana Paula. De acordo com as investigações, a filha de Neil contratou a serial killer para que ela fosse até Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, realizar o “serviço”. Durante testes para saber se o produto faria efeito, cães morreram.
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