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Mais de 200 mil catarinenses sofreram violência sexual, revela o IBGE

Em nível nacional, a pesquisa apurou que 18,3% das pessoas de 18 anos ou mais sofreram algum tipo de violência física, psicológica ou sexual

07/05/2021 - 14h50 - Atualizada em: 07/05/2021 - 15h08

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Estela
Por Estela Benetti
Estado registrou o segundo menor índice nacional de violência sexual e psicológica e o terceiro em violência física
Estado registrou o segundo menor índice nacional de violência sexual e psicológica e o terceiro em violência física
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Em Santa Catarina, 752 mil pessoas foram vítimas de violência física, psicológica ou sexual em 2019, o que corresponde a 13% da população, segundo apurou a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado registrou o segundo menor índice nacional de violência sexual e psicológica e o terceiro em violência física. 

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No caso da violência sexual, apesar de Santa Catarina ter o segundo menor índice do Brasil, 216 mil pessoas foram vítimas, das quais 174 mil foram mulheres, o que corresponde a quatro de cada cinco vítimas. 

Em nível nacional, a pesquisa apurou que 18,3%, o equivalente a 29,1 milhões de pessoas de 18 anos ou mais sofreram algum tipo de violência física, psicológica ou sexual. Em função disso, 12% das pessoas tiveram que deixar de fazer atividades habituais. Pessoas pretas ou pardas foram mais atingidas pela violência e os autores, na maioria das vezes, foram pessoas conhecidas.  

O levantamento do IBGE apurou também diversos dados sobre comportamento sexual e alguns apontam que falta esclarecimento para a população catarinense. O uso de preservativo, por exemplo, é diferente em função do grau de instrução e idade. Apenas 21,4% das pessoas sexualmente ativas de SC usam preservativos em todas as relações sexuais. No grupo de 18 a 29 anos, 35,5% usam enquanto apenas 11% com mais de 60 anos adotam a proteção.   

Dos catarinenses que têm curso superior completo, 27,8% usam preservativos, o triplo dos que têm apenas o ensino fundamental (10,1%). A iniciação sexual do catarinense ocorre com cerca de 17,2 anos, a mesma média nacional. 

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A pesquisa apurou também que nas regiões Sul e Norte do país há maior incidência de doenças sexualmente transmissíveis frente a média nacional. Chegou a 0,8% da população, ou seja, 01 contaminado em cada 125 pessoas, o que soma na Região Sul 170 mil pessoas, das quais 70% são mulheres.    

A PNS apurou ainda que um em cada 30 catarinense (3,4%) tem tosse persistente, o que pode ser tuberculose, uma doença facilmente contagiosa e de difícil tratamento. Em números, o problema atinge 107 mil mulheres e 83 mil homens. A Doença de Chagas, transmitida pelo inseto mais conhecido como barbeiro, atinge 0,4% da população (1 em cada 250 pessoas), o que soma 89 mil catarinenses.

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