Mayanna Angelina Rodgers, mãe do menino de 3 anos morto pelo próprio pai por não dar “bom dia”, não poderá ir ao velório da criança, segundo uma decisão da 1ª Vara Criminal de Viamão, no Rio Grande do Sul. Como justificativa, o juiz afirmou que a saída de Mayanna do Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier, onde a mulher se encontra após ser presa por suspeita de omissão, pode ameaçar a integridade física dela.
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Além do risco à Mayanna, o documento, enviado nesta quarta-feira (15), também aponta ameaçar à integridade dos agentes de escolta e também da ordem pública por se tratar de um crime “de grande repercussão social“. Com isso, Mayanna também será transferida para o Presídio Feminino de Guaíba.
A polícia a prendeu depois que houve o entendimento de que ela pode ter sido conivente com a tortura e a consequente morte do menino. A mulher estava em casa naquele domingo (5), quando o menino foi espancado e precisou ser levado ao hospital. Ele morreu três dias depois, em um hospital em Porto Alegre.
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Defesa da mãe contesta decisão
A defesa de Mayanna diz que a negativa da Justiça relacionada à ida dela ao velório do filho “desconsidera garantias fundamentais e impõe uma punição antecipada à mulher”. Os advogados também citaram uma investigação sobre possível violência doméstica enfrentada pela mulher pelo missionário americano Dandre Jermaine Grayson, companheiro dela.
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“Queremos registrar que os direitos constitucionais dela estão sendo desconsiderados. Ela é uma mãe cujo corpo do filho está no Instituto Médico Legal […] A comoção popular não afasta o direito de Oliver de ter a sua mãe no momento em que for enterrado. Da mesma forma, não afasta o direito de Mayanna, que não tem condenação contra si, apenas uma acusação de estar no momento final de seu filho”, dizem os advogados.
Por isso, a defesa também pediu à Justiça que Mayanna seja liberada para o sepultamento da criança.
Suspeita de agressão
Conforme a delegada responsável pela investigação, Luana Tamiozzo Medeiros, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Mayanna também pode ter agredido os filhos. Ela nega, mas afirmou que o marido estava disciplinando as crianças de forma rígida, mas considerada correta para ela.
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— Fato que chamou a atenção foi a hediondez empregada, sob a motivação de ser a forma como a cultura e a religião deles indicavam que deveria ser a correção e disciplina dos filhos — afirmou a delegada.
A criança foi levada ao hospital de Viamão pelo próprio pai e, por causa da gravidade dos ferimentos, ele precisou ser transferido para Porto Alegre.
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A família mora no Brasil há nove anos. Segundo a Polícia Civil, em pelo menos dois outros estados brasileiros há registros de que os filhos de 1, 5, 7 e 9 anos do casal também teriam sido vítimas de agressões semelhantes.
Irmãos do menino estão em acolhimento institucional
Os outros filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar. Conforme a delegada responsável pela investigação, o homem confessou o crime e disse que desferiu socos no peito e no abdômen da criança. Conforme informações do g1, ele também bateu a cabeça do menino contra o chão na casa onde a família morava, em Viamão.
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Em janeiro deste ano, o menino também teria quebrado o braço, com a justificativa de que a criança teria se machucado no sofá da casa. Além disso, o filho mais velho do casal, de 9 anos, também foi levado a um centro de saúde com um ferimento no rosto, segundo o prefeito de Viamão, Rafael Bortoletti (PSDB).




