Após a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chamou atenção nesta sexta-feira (16) por apagar um post no Instagram e minutos depois postar uma versão corrigida. No texto mais recente, ela omitiu menções a “golpe” e aos enteados.
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A primeira versão do texto, postada por volta das 13h, continha afirmações de que o marido “não cometeu crime algum”, que “não houve nenhum golpe” e que ele “nunca deveria ter sido condenado”. Na versão revisada, tais trechos foram retirados.
Além disso, Michelle excluiu a menção aos “enteados” – referindo-se aos filhos de Bolsonaro de relacionamentos anteriores –, que na primeira publicação eram citados como parte da união familiar para cuidar do “líder, pai e esposo”.
Menção sobre Papudinha ser “torturante”
Outro termo alterado foi a descrição das instalações da Papudinha: de “menos torturantes” para “menos prejudiciais à saúde”. Em ambas as publicações, ela fez um apelo pela prisão domiciliar do marido.
Entre os trechos preservados, está o apelo para que apoiadores não a julguem: “peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política”.
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Compare as postagens de Michelle Bolsonaro
Michelle teria se encontrado com Moraes antes da transferência
Michelle Bolsonaro teria conversado com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes horas antes da decisão que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Papudinha nesta quinta-feira (15). A informação foi confirmada pela Folha de S. Paulo.
A conversa teria ocorrido na manhã de quinta e foi intermediada pelo vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ) e ocorreu por solicitação de Michelle, que estaria preocupada com questões de saúde de Bolsonaro. A decisão que transferiu o ex-presidente para a Papudinha foi emitida por volta das 17h.
Entenda a transferência de Bolsonaro
Alexandre de Moraes citou, ao determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, as reclamações feitas pela família do político e por apoiadores dele em relação às condições da cela na PF.
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No despacho, que conta com 36 páginas, Moraes afirma que as reclamações não são verídicas. O ministro cita entrevistas do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República nas Eleições 2026 e, também, de Carlos Bolsonaro, onde os filhos do político reclamaram do tamanho das dependências da prisão, que tem 12 metros quadrados, o tempo de banho de sol, o barulho do ar condicionado, o tempo para visitas e a origem da comida.
Moraes ainda afirmou que esse tipo de reclamação faz parte de uma “campanha de notícias fraudulentas” para desqualificar e deslegitimar o Poder Judiciário. O ministro disse, também, que essas condições “absolutamente excepcionais e privilegiadas” não transformam o cumprimento da pena de Bolsonaro “em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias“.
Mesmo com a “total ausência de veracidade nas reclamações”, Moraes afirmou que isso não impediria a transferência do ex-presidente para uma Sala de Estado Maior “com condições ainda mais favoráveis”.
Veja as fotos da cela de Bolsonaro na Papudinha
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