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Violência

Moradores reivindicam câmera no acesso a trilha usada para execuções em Florianópolis

Acesso à Cachoeira dos Poções, no Córrego Grande, registrou três mortes nas últimas três semanas

04/11/2019 - 15h26 - Atualizada em: 04/11/2019 - 17h11

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Redação
Por Redação Hora
trilha da Cachoeira dos Poções
Trilha que dá acesso à Cachoeira do Poção, no Córrego Grande, onde três pessoas foram encontradas mortas neste mês em Florianópolis
(Foto: )

Moradores do Córrego Grande, em Florianópolis, reivindicam a instalação de câmeras de segurança no acesso à trilha da Cachoeira dos Poções, que integra o Parque Municipal do Maciço da Costeira. Nas últimas três semanas, três pessoas foram encontradas mortas no local.

O caso mais recente aconteceu no sábado (4), quando uma mulher foi executada a tiros. A Polícia Civil acredita que os crimes estão relacionados entre si e que uma facção do Morro do 25 está por trás deles.

Em entrevista à rádio CBN Diário na manhã desta segunda-feira (4), o presidente da Associação dos Moradores do Sertão do Córrego Grande, Daniel Bento, disse que os moradores querem a instalação da câmera por conta das recentes mortes e também por questões de segurança durante o verão, quando o local fica mais movimentado.

Ele também lamentou os fatos recentes e lembrou que esta não é a primeira vez que a trilha é usada por criminosos. Segundo o presidente da associação, nos últimos seis anos pelo menos sete pessoas foram encontradas mortas naquele local, todas elas no mesmo trecho de cerca de 100 metros.

— Está manchando tanto o nome da trilha do Poção que o pessoal já está chamando de “trilha da morte”. É uma coisa que deixa os moradores do bairro muito tristes — comentou.

Também em entrevista à CBN Diário, o secretário de segurança de Florianópolis, Alceu de Oliveira Pinto, disse na tarde desta segunda que a dimensão dos crimes na trilha do Poção é maior do que as atribuições do município.

— Pode envolver até organizações criminosas — afirmou.

O secretário revelou ter tratado do assunto na tarde desta segunda-feira com a Polícia Militar, para solicitar reforço nas rondas naquele ponto. Ressalva, porém, que a presença física permanente de agentes de segurança em locais como a trilha é inviável:

— Há muito mais trilhas do que guardas municipais em Florianópolis — ponderou.

Não há previsão, por enquanto, de instalação de câmeras de segurança naquele local.

Parque não conta com fiscais de segurança

O Parque Municipal do Maciço da Costeira é uma unidade de conservação aberta ao público e não conta com restrições de acesso, nem com equipes de segurança fixas.

No total, a área possui 15.480m², entre os bairros Pantanal, Córrego Grande, Itacorubi, Canto da Lagoa, Rio Tavares e Costeira do Pirajubaé, incluindo trilhas e caminhos que passam pela extensão do maciço.

A administração da área é feita pela Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram). Segundo a assessoria da prefeitura de Florianópolis, a estrutura conta apenas com fiscais ambientais e cabe à Guarda Municipal garantir a segurança do local.

Guarda faz rondas diárias, diz comandante

Segundo o comandante da Guarda Municipal de Florianópolis, Ivan Couto, equipes da GM realizam rondas diárias no parque, independentemente da época do ano, mas ele reconhece que muitas vezes o trabalho fica inviabilizado por conta da alta demanda.

— Nós temos uma rotina de monitoramento que envolve acompanhar e trazer segurança a praticamente todas as praças da cidade — diz.

A respeito dos recentes casos envolvendo a trilha da Cachoeira dos Poções, o comandante Ivan Couto avalia que não há uma relação entre o local e o tipo de crime.

— A impressão que nós temos é que o acontece ali não tem exatamente a ver com o local, ele apenas está sendo utilizado. Isso já aconteceu em outros lugares, como na Joaquina e no Moçambique, por exemplo — cita.

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