Moradores do Campeche, no Sul de Florianópolis, denunciaram ao NSC Total a mortandade de peixes na Lagoa Pequena, localizada entre o bairro e o Porto do Rio Tavares. A pedido da associação dos residentes da região, o biólogo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Paulo Horta, esteve no local nesta semana, quando constatou a presença de níveis baixos de oxigênio na água, o que deve estar impossibilitando a respiração dos animais. Procurada, a Floram ainda não deu respostas sobre a situação. O espaço segue aberto para eventual posicionamento.

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De acordo com o especialista, a mortalidade dos peixes pode estar sendo provocada pelo acúmulo de algas no local, o que ocorre em casos de excesso de matéria orgânica, principalmente quando há despejo de esgoto na água. A região da Lagoa Pequena é considerada área de preservação permanente.

Conforme os moradores, não há monitoramento ambiental da qualidade da água na Lagoa Pequena. Assim, a situação é agravada pela “expansão desordenada” do bairro e pela ausência de tratamento de esgoto adequado na região, o que aumenta o risco de contaminação da água e, consequentemente, o número de mortes dos animais.

Problemas na Lagoa foi relatado à prefeitura em 2018

Em 2018, moradores do bairro observaram uma água escura na Lagoa Pequena, que desaguava no mar do Campeche. Além da tonalidade escura, a equipe de reportagem do NSC Total também detectou um odor de esgoto no local. Na época, a prefeitura explicou que essa situação foi ocasionada pelas intensas chuvas, que carregaram matéria orgânica para a lagoa.

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