Uma das pessoas que fez parte da organização do salto de rope jump de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na Ponte do Esqueleto em Limeira, em São Paulo, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva foi solto nesta quarta-feira (8) após 18 dias preso. Em um desabafo, ele afirmou que viveu dias de angústia na prisão e que, agora, se sente mais aliviado. Gabriel Barros Martins também foi solto na mesma ocasião em uma reviravolta na investigação.
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João Antonio falou à EPTV que não sabia o que estava acontecendo do lado de fora da prisão e que, por isso, tinha um “sentimento aterrorizante”.
— É extremamente angustiante. Graças a Deus, agora estou mais aliviado, sinto-me grato pelas equipes de investigações, que fizeram o trabalho delas, conseguiram investigar tudo e verem que, de fato, eu não tinha nada a ver com aquilo — disse.
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Entenda como deveria ter sido feito o salto de rope jump
Por que os investigados foram soltos?
A prisão de João e Gabriel foi revogada já que eles não foram indiciados pela Polícia Civil e, também, não foram denunciados. João estava preso por suspeita de desaparecer com a câmera que estava com Maria Eduarda durante o salto. Mas, segundo testemunhas, a pessoa que retirou a câmera tinha cabelos escuros, enquanto João possui os fios tingidos de “loiro muito claro”
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“Nesse contexto, os indícios colhidos passam a recair, ao menos nesta fase inicial da investigação, sobre os investigados Gabriel e Kauê”, apontou o inquérito.
João chegou a se aproximar da jovem depois da queda para verificar os sinais vitais dela, comunicando pela rádio que precisava de apoio especializado.
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— Eu estava prestando um serviço. Minha parte era ficar só na parte de baixo da ponte. Foi aterrorizante. Agora me sinto mais aliviado. Graças a Deus, tudo se solucionou — disse João.
Gabriel, por outro lado, acompanhava a descida do participante depois que o salto acontecia, além de realizar bloqueios e desbloqueios do sistema e preparar os equipamentos para futura utilização. A prisão dele aconteceu por suspeita de fugir do local após o salto fatal de Maria Eduarda, mas a prisão dele foi revogada depois que a polícia descartou que ele tenha tido influência na morte da jovem.
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Para a defesa de Gabriel, a prisão dele foi “desproporcional”. Ao g1, os advogados criticaram como a prisão foi feita rapidamente, enquanto a soltura demorou. Já a defesa de João não se manifestou.
Quatro pessoas foram denunciadas pela morte da jovem
Foram denunciados Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves. O MP acompanhou o entendimento da Polícia Civil e imputou aos quatro o crime de homicídio qualificado com dolo eventual, situação em que o agente assume o risco de provocar a morte. Todos permanecem presos.
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Os advogados de Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff informaram que discordam da denúncia apresentada pelo Ministério Público. De acordo com a defesa, os dois não tiveram intenção de matar Maria Eduarda nem assumiram o risco de produzir esse resultado.
Em nota, o advogado Rafael Gomes dos Santos afirmou que a defesa também contesta as qualificadoras atribuídas aos acusados e pretende demonstrar durante o processo que a conduta foi culposa, sem a incidência das qualificadoras apontadas pelo MP.
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A defesa de Evelyne dos Santos Gonçalves informou que já teve acesso ao teor da denúncia e que irá se manifestar oportunamente.
Salto fatal de jovem foi gravado pelo celular da própria vítima
A queda fatal de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi gravada pelo próprio celular da jovem. As imagens mostram que a corda de segurança principal não estava presa ao corpo da vítima no momento do salto.
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O vídeo foi obtido pelo Fantástico e mostra o momento que Maria Eduarda é carregada por três instrutores e lançada. O momento do lançamento foi cortado no vídeo, já que as imagens são fortes. Também é possível ver, no registro, um cartaz da empresa responsável pelos saltos, a “Entre Cordas”.
Outros registros do momento do salto em ângulos diferentes já tinham sido divulgados anteriormente. Este vídeo, no entanto, foi registrado no próprio celular de Maria Eduarda e ainda não havia sido divulgado.
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Veja o vídeo
O que é o rope jump?
O rope jump é uma modalidade de salto em altura na qual a pessoa se lança de uma plataforma, ponte ou estrutura elevada presa a um sistema de cordas e equipamentos de segurança. Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica fica conectada ao praticante durante toda a queda, o rope jump utiliza cordas de escalada e técnicas específicas para controlar o movimento e amortecer a queda.
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