O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou denúncia contra os quatro investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que caiu de uma altura de 40 metros durante um salto de rope jump realizado sem a corda de segurança, na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP).
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Foram denunciados Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves. O MP acompanhou o entendimento da Polícia Civil e imputou aos quatro o crime de homicídio qualificado com dolo eventual, situação em que o agente assume o risco de provocar a morte. Todos permanecem presos.
O que é o rope jump?
O rope jump é uma modalidade de salto em altura na qual a pessoa se lança de uma plataforma, ponte ou estrutura elevada presa a um sistema de cordas e equipamentos de segurança. Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica fica conectada ao praticante durante toda a queda, o rope jump utiliza cordas de escalada e técnicas específicas para controlar o movimento e amortecer a queda.
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O que diz a denúncia?
Segundo a denúncia, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves responderão por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Já Evelyne dos Santos Gonçalves foi denunciada por homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, além de fraude processual.
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O acidente ocorreu na manhã de 13 de junho de 2026. A denúncia foi formalizada pelo Ministério Público por volta das 18h de terça-feira (7).
Na peça encaminhada à Justiça, os promotores afirmam que os responsáveis pelo salto tinham conhecimento dos riscos inerentes à atividade, mas deixaram de adotar medidas básicas de segurança, entre elas a conferência da conexão da corda e a realização da dupla checagem dos equipamentos.
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O Ministério Público também sustenta que não havia definição clara das funções desempenhadas por cada integrante do grupo. Conforme a denúncia, a atividade era explorada comercialmente sem atender às exigências legais, enquanto os envolvidos priorizavam interesses financeiros e a divulgação dos saltos nas redes sociais em vez da segurança dos participantes.

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O que dizem as defesas?
Os advogados de Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff informaram que discordam da denúncia apresentada pelo Ministério Público. De acordo com a defesa, os dois não tiveram intenção de matar Maria Eduarda nem assumiram o risco de produzir esse resultado.
Em nota, o advogado Rafael Gomes dos Santos afirmou que a defesa também contesta as qualificadoras atribuídas aos acusados e pretende demonstrar durante o processo que a conduta foi culposa, sem a incidência das qualificadoras apontadas pelo MP.
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A defesa de Evelyne dos Santos Gonçalves informou que já teve acesso ao teor da denúncia e que irá se manifestar oportunamente.
O g1 tenta contato com a defesa de Vitor de Freitas Gonçalves.
O que acontece agora?
Na denúncia, o Ministério Público requereu a manutenção da prisão preventiva dos três homens. Em relação a Evelyne dos Santos Gonçalves, o órgão pediu que a prisão temporária seja convertida em preventiva.
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Os promotores também solicitaram que, em caso de condenação, o Poder Judiciário fixe uma indenização de R$ 200 mil pelos danos causados.
A partir de agora, caberá à Justiça decidir se recebe ou não a denúncia. Caso isso ocorra, será marcada uma audiência de instrução para ouvir os acusados e definir se eles serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. Os quatro permanecem na condição de investigados e ainda não foram condenados.
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Indiciamentos
As investigações da Polícia Civil foram divididas em dois inquéritos, que analisaram a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante o salto de rope jump em que ela foi lançada sem a corda de segurança.
O primeiro inquérito foi encerrado em 22 de junho e resultou no indiciamento de três instrutores ligados à atividade — Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves — por homicídio com dolo eventual, modalidade em que não há intenção direta de matar, mas o autor assume o risco de causar a morte.
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Na primeira semana de julho, a Polícia Civil concluiu o segundo inquérito e indiciou Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do evento, pelos crimes de homicídio e fraude processual.
Os quatro denunciados seguem presos. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins também chegaram a ser detidos durante as investigações, mas a Polícia Civil solicitou posteriormente a revogação das prisões.
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Salto fatal de jovem foi gravado pelo celular da própria vítima
A queda fatal de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi gravada pelo próprio celular da jovem. As imagens mostram que a corda de segurança principal não estava presa ao corpo da vítima no momento do salto.
O vídeo foi obtido pelo Fantástico e mostra o momento que Maria Eduarda é carregada por três instrutores e lançada. O momento do lançamento foi cortado no vídeo, já que as imagens são fortes. Também é possível ver, no registro, um cartaz da empresa responsável pelos saltos, a “Entre Cordas”.
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Outros registros do momento do salto em ângulos diferentes já tinham sido divulgados anteriormente. Este vídeo, no entanto, foi registrado no próprio celular de Maria Eduarda e ainda não havia sido divulgado.
Veja o vídeo
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