A queda fatal de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em um salto de rope jump, no dia 13 de junho em Limeira, em São Paulo, na Ponte do Esqueleto, foi gravada pelo próprio celular da jovem. As imagens mostram que a corda de segurança principal não estava presa ao corpo da vítima no momento do salto.
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O vídeo foi obtido pelo Fantástico e mostra o momento que Maria Eduarda é carregada por três instrutores e lançada. O momento do lançamento foi cortado no vídeo, já que as imagens são fortes. Também é possível ver, no registro, um cartaz da empresa responsável pelos saltos, a “Entre Cordas”.
Outros registros do momento do salto em ângulos diferentes já tinham sido divulgados anteriormente. Este vídeo, no entanto, foi registrado no próprio celular de Maria Eduarda e ainda não havia sido divulgado.
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Veja o vídeo
Câmera presa no braço da jovem é procurada
Uma câmera GoPro presa no braço da jovem também é tida como peça-chave para a polícia sobre o que pode ter acontecido no momento em que os instrutores colocavam os equipamentos de segurança na jovem. No entanto, o equipamento sumiu depois que Maria Eduarda atingiu o solo.
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A Polícia Civil informou, na última semana, com a conclusão de um dos inquéritos sobre o caso, que não considera mais o instrutor João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva suspeito de ter retirado a câmera que acompanhava a jovem no momento do salto quando ela já estava caída. Isso porque, segundo testemunhas, a pessoa que retirou a câmera tinha cabelos escuros, enquanto João possui os fios tingidos de “loiro muito claro”.
“Nesse contexto, os indícios colhidos passam a recair, ao menos nesta fase inicial da investigação, sobre os investigados Gabriel e Kauê”, apontou o inquérito.
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João teve a prisão revogada, segundo a polícia. Os advogados dele, Vitor Aurélio e Ana Flávia de Almeida Foguel, disseram, nesta quinta-feira (2), que o instrutor deve ser indenizado pelo período preso.
O inquérito apontou, também, a organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, como a pessoa responsável por mandar algum instrutor pegar a câmera do corpo da jovem. O investigado Luís Gustavo de Oliveira afirmou, em depoimento, que Evelyne demonstrou extrema preocupação depois do salto e solicitou que buscassem a câmera para apagar o vídeo. Ele disse que se recusou a seguir a ordem para priorizar o socorro da vítima.
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— Ela falou: “Gustavinho, a gente precisa. Traz a câmera, a gente precisa dessa câmera, a gente precisa apagar o vídeo.” Essas foram as palavras — disse Luís Gustavo.
O que é o rope jump?
Instrutores não ouviram alertas sobre corda
Em outro vídeo que circulou nas redes sociais logo após a morte da jovem, é possível ouvir pessoas gritando frases como “a corda” e “gente, a corda” poucos segundos depois do salto. Em depoimento, dois dos instrutores afirmaram que não ouviram alertas sobre a falta da corda de segurança por causa da aglomeração e do barulho no local.
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Eles disseram, também, que não sabem como a falha na conferência do equipamento de segurança aconteceu.
Instrutores indiciados
Até o momento, dois inquéritos foram finalizados sobre a morte de Maria Eduarda. O primeiro foi concluído no dia 22 de junho, com o indiciamento dos três instrutores que seguraram a jovem no momento do salto e a lançaram. São eles: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves.
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Já o segundo inquérito indiciou Evelyne por homicídio qualificado.
As defesas afirmam que o caso deve ser tratado como homicídio culposo.








