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Mortes, tiros e briga generalizada em SC: final da Libertadores provoca fim de semana violento

Foram registradas ocorrências em Blumenau, Mafra, Brusque e São João Batista

29/11/2021 - 10h46 - Atualizada em: 29/11/2021 - 11h47

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Catarina
Por Catarina Duarte
Quatro cidades de SC registram brigas após o jogo final da Libertadores
Quatro cidades de SC registram brigas após o jogo final da Libertadores
(Foto: )

A final da Libertadores, disputada no sábado (27) entre Palmeiras e Flamengo, provocou crimes em cidades de Santa Catarina e foi pretexto para um fim de semana violento no Estado. Em Blumenau, um homem de 31 anos foi assassinado durante uma briga em um bar depois do jogo. Já em Mafra, um palmeirense foi morto na frente de casa após ter discutido durante a partida.

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Confusões relacionadas à final também foram registradas em Brusque e São João Batista.

O homicídio registrado em Blumenau, no Vale do Itajaí, aconteceu por volta das 20h50min, no bairro Itoupavazinha, na Região Norte da cidade. Conforme a Polícia Militar, a vítima sofreu um ferimento no pescoço e foi encontrada já sem vida. A Polícia Civil investiga o caso.

Já em Mafra, no Planalto Norte, um inquérito policial foi aberto para investigar a morte de um torcedor do Palmeiras após o jogo. Alessandro Stoeberl tinha 38 anos e foi morto a facadas em frente de casa horas depois da partida.

Ele se envolveu em uma discussão com outros torcedores em um bar e foi atacado em frente ao portão de sua casa depois de deixar o local.

Briga tem carro quebrado e spray de pimenta

Em Brusque, no Vale do Itajaí, uma briga generalizada foi registrada em frente à sede da torcida FlaBrusque. Conforme o Tenente-Coronel Otávio Manoel Ferreira Filho, a confusão começou após o jogo.

Ainda de acordo com a PM, torcedores das duas torcidas trocaram provocações. Um carro, conduzido por um torcedor do Palmeiras, passou pelo local e acabou colidindo com outros veículos e também com pedestres. Ninguém ficou ferido com gravidade.

Após a ação, torcedores do Flamengo teriam atirado pedras e quebrado o vidro do carro. O motorista do veículo fugiu do local. A polícia foi acionada e tentou conter a confusão. Foram usados spray de pimenta e bombas de efeito moral.

Veja fotos da confusão

— Brusque se deparou novamente com cenas de selvageria, ignorância, falta de respeito e falta de amor próprio entre as pessoas que ali estavam ou passavam — disse o Tenente-Coronel Otávio Manoel Ferreira Filho.

Em nota, a FlaBrusque reforçou que a briga aconteceu em via pública e que dentro da sede não houve confusão.

“A FlaBrusque lamenta e repudia qualquer ação de descontrole e violência e sempre atuou no sentido de promover o congraçamento de todos os rubro-negros e prega o bom relacionamento com os adeptos de outras agremiações, sem ressalva alguma”, escreveu.

Um casal foi autuado pela PM durante a confusão. Segundo o relato dos policiais, uma mulher de 23 anos teria passado em um veículo ofendendo os agentes. Ela assinou um termo circunstanciado por desacato.

Já o condutor do veículo, um homem de 43 anos, foi autuado por infrações de trânsito — dirigir sem habilitação e recusa em fazer o teste do bafômetro.

Homem é preso após provocar torcida do Palmeiras

Já em São João Batista, na Grande Florianópolis, um homem foi preso próximo à concentração de torcedores palmeirenses em um estacionamento. Conforme a PM, ele estacionou o carro próximo ao grupo e colocou em som alto uma música em homenagem ao Flamengo.

A PM teria então pedido que ele retirasse a música para evitar confusão, mas, segundo os policiais, ele teria recusado. O homem então teria jogado o carro na direção da viatura e de pedestres que passavam por ali.

Vídeos mostram o momento em que a polícia conseguiu render o homem. Foi aplicado um golpe mata-leão para imobilizá-lo. O homem acabou preso em flagrante. 

Para a psicóloga Catarina Gewerh, brigas motivadas por futebol têm relação com catarse sentida nos momentos que as pessoas estão em grupos. Ela define essa sensação como “autorização de multidão”. Isso é caracterizado pela diluição do “eu” que só se torna um só na multidão.

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