O governo federal oficializou, nesta sexta-feira (12), a criação do Move Brasil – Entregadores e Motoapp. O programa de financiamento é voltado para profissionais que trabalham com entregas, transporte de passageiros ou cargas por meio de aplicativos ou com vínculo celetista.

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A iniciativa tem como objetivo facilitar a aquisição de bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, montados ou produzidos no Brasil. Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativopelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas

Também poderão acessar o programa ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa. Para os veículos que exigem habilitação, será necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”.

FOTOS: Carros elétricos viraram febre entre motoristas de aplicativo

Como funciona o programa de financiamento de motos para entregadores 

O Move Brasil permitirá o financiamento de um veículo por beneficiário, e os trabalhadores terão dois meses para começar a pagar e prazo de financiamento de até 48 meses. 

O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado. A linha contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

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As condições financeiras serão diferentes para homens e mulheres. Para homens, a taxa será de 12,5% ao ano, equivalente a 0,99% ao mês. Para mulheres, será de 11,5% ao ano, equivalente a 0,91% ao mês. Em uma simulação para operação de R$ 21 mil, a prestação ficaria em cerca de R$ 552.

O que é possível financiar no Move Brasil – Entregadores e Motoapp?

Motoristas de aplicativo ganham linha de crédito para financiamento de motocicletas (Foto: Banco de imagens)

Entre os itens financiáveis estão motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no país; bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts; e motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no Brasil ou vinculados a projeto de investimento para produção nacional. Os veículos deverão ser zero-quilômetro.

Como funciona o cadastro no financiamento?

A aprovação do cadastro no programa confirma que o profissional atende aos requisitos de participação, mas não garante automaticamente o financiamento, que ficará sujeito à análise de crédito dos bancos. 

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As montadoras também poderão oferecer descontos na aquisição dos veículos. A medida combina crédito, apoio dos bancos federais e participação do setor produtivo para reduzir o custo final aos trabalhadores e fortalecer a produção nacional.

Programa foi lançado nesta sexta-feira (Foto: Rovena Rosa, Agência Brasil)

A adesão ao financiamento ocorre na plataforma oficial,  com autorização do profissional para compartilhamento de dados necessários à verificação dos requisitos do programa. O portal de cadastramento abre nesta sexta-feira (12).

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Empresa também podem participar

O programa também tem uma linha voltada a empresas, com financiamento para expansão da infraestrutura de recarga e troca de baterias de motos elétricas. A medida busca apoiar soluções de mobilidade urbana mais sustentáveis, com redução de emissões e da poluição sonora nos centros urbanos.

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A linha para pessoas jurídicas poderá financiar itens como baterias, postos de troca e sistemas de recarga de motos elétricas, além de capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos. O valor disponível é de R$ 70 milhões. As condições finais serão definidas em portaria do Ministério da Fazenda.