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    AÇÕES REGIONALIZADAS

    "Não há omissão nenhuma da nossa parte", afirma Moisés sobre as novas restrições por coronavírus em SC

    Moisés deve dialogar com prefeitos sobre ações de enfrentamento do coronavírus nas regiões mais críticas do Estado

    14/07/2020 - 03h00 - Atualizada em: 14/07/2020 - 05h58

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    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    Governador Carlos Moisés e Secretário de Saúde, André Motta Ribeiro em reunião
    Governador Carlos Moisés e Secretário de Saúde, André Motta Ribeiro em reunião
    (Foto: )

    Ao anunciar as novas restrições para conter o coronavírus em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés da Silva declarou, em reunião virtual com o secretário de Estado de Saúde, André Motta Ribeiro, que não houve omissão por parte do governo catarinense em relação ao controle da pandemia.

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    Segundo Moisés, o governo estadual estava monitorando as ações regionalizadas de combate ao coronavírus, para "observar como se comportava cada região", depois de apresentar o mapa de risco que teria transferido aos municípios a responsabilidade para criar medidas de controle a doença.

    - Não há omissão nenhuma de nossa parte. O governo precisa intervir pontualmente, chamar alguns prefeitos de algumas regiões para conversarmos, pra que a gente possa ter ações regionalizadas que surtam efeitos. Não podemos ter ações que não nos tragam achatamento da curva em regiões que temos tencionado o sistema de saúde - disse.

    Na mesma reunião, o governador catarinense esclareceu os motivos de parar, por 14 dias, as atividades esportivas organizadas pela Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) ou pela iniciativa privada, que tinham sido liberadas recentemente:

    - É importante salientar que temos equipes com, pelo menos, metade dos jogadores positivados pra covid-19. É praticamente impossível manter uma atividade com distanciamento numa partida de futeboal, que não haja o contato entre os jogadores. 

    As novas restrições não foram recebidas com surpresa, já que muitas atividades anunciadas já estavam restritas na maior parte do Estado, e sofreram críticas pela brandura, no momento em que o Estado vive uma escalada de mortes semanal. 

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    Gestão compartilhada

    Carlos Moisés também chamou os prefeitos para que compartilhem a responsabilidade, como tinham pressionado para que assim fosse, tanto das restrições, quanto de ampliação dos leitos de UTI nos hospitais geridos pelos municípios, a fim de reverter o quadro grave de lotação que tem se apresentado nas últimas semanas. Nesta segunda-feira, a taxa de ocupação total chegou a 71,7%, a mais alta desde o início da pandemia.

    - Os municípios têm que, em seus hospitais próprios, também fazer as entregas que o governo (estadual) tem orientado a fazer. Naqueles hospitais geridos por organizações sociais em que há a participação do município e do Estado, em que é possível a ampliação de leitos, os municípios devem acatar a orientação do governo de Santa Catarina e da Secretaria de Saúde para a ampliação de leitos de UTI - orientou. 

    Já o secretário de Estado de Saúde, André Motta Ribeiro, voltou a salientar sobre a importância da conscientização dos catarinenses em relação aos novos hábitos:

    - Essa discussão de gestão é fundamental também a participação da sociedade. Houve um certo relaxamento, as pessoas perderam um pouco a percepção de gravidade do problema. Quando a gente fala de período de 14 dias, a gente espera que as pessoas entendam o recado e voltem a ter regramentos de etiquetas respiratórias, de distanciamento social. Não é só decisão de governador, do prefeito, do secretário. A gente precisa, de fato, da participação da população catarinense.

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