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    Neymar é suspenso por 2 jogos, e denúncia de racismo será investigada

    Liga abriu processo para investigar as acusações de insultos racistas sofridas pelo jogador

    16/09/2020 - 18h02

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    Por Folhapress
    No jogo, o brasileiro levou cartão vermelho por dar um tapa na cabeça do zagueiro espanhol Álvaro Gonzalez
    No jogo, o brasileiro levou cartão vermelho por dar um tapa na cabeça do zagueiro espanhol Álvaro Gonzalez
    (Foto: )

    Neymar foi suspenso nesta quarta-feira (16) por dois jogos após a expulsão no clássico entre Paris Saint-Germain e Olympique de Marselha, pelo Campeonato Francês, no último domingo (13).

    Na ocasião, o brasileiro levou cartão vermelho por dar um tapa na cabeça do zagueiro espanhol Álvaro Gonzalez. Ele afirma que antes disso o defensor o chamou de "mono hijo de puta" (macaco filho da puta). O zagueiro nega a ofensa racista.

    > Neymar denuncia racismo após ser expulso na volta ao PSG

    A Liga Francesa de Futebol Profissional (LFP) também anunciou que abriu processo para investigar as acusações de insultos racistas que Neymar afirma ter recebido do jogador do Olympique. Segundo o presidente da comissão disciplinar da entidade, Sébastien Deneux, é preciso estabelecer "o que foi realmente dito e o que foi realmente ouvido".

    Não foi dado um prazo para o fim dessa apuração.

    O atacante do PSG e Gonzalez se estranharam ainda no primeiro tempo do confronto, depois de lance envolvendo o espanhol e o argentino Di María. O zagueiro reclamou de ter levado uma cusparada do meia e pediu ao árbitro que revisasse o ocorrido no VAR.

    Após a discussão, o juiz Jérôme Brisard interrompeu o jogo e se aproximou da lateral do campo, onde estava o quarto árbitro, para tentar entender o motivo da confusão. Di María, Neymar e Álvaro foram conversar com a equipe de arbitragem e tanto o argentino como o brasileiro apontaram para o zagueiro dizendo "racismo no" (racismo não). O camisa 10 ainda chamou a atenção do quarto árbitro para o tema antes de voltar à partida.

    O caso levou o camisa 10 da seleção brasileira se pronunciar em suas redes socias. "Preconceito e intolerância são inaceitáveis. Eu sou negro. Filho de negro. Neto e bisneto de negro. Tenho orgulho e não me vejo diferente de ninguém. Ontem eu queria que os responsáveis pelo jogo (árbitro, auxiliares) se posicionassem de modo imparcial e entendessem que não cabe tal atitude preconceituosa", escreveu.

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    Companheiros do zagueiro espanhol saíram em sua defesa, dizendo que ele não é racista. Gonzalez, que havia sido protagonista de uma confusão com Lionel Messi no passado, postou uma foto com colegas negros de sua equipe e afirmou ter uma "carreira limpa". A publicação foi rebatida por Neymar.

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