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    Nove anos depois, bombeiro reencontra menina que salvou engasgada em SC

    Caso da então recém-nascida aconteceu na agitada noite de Revéillon de 2012, em Laguna, no Sul do Estado

    08/04/2021 - 09h11

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    Por Ângela Bastos
    Beto e Antonella se reencontraram quase uma década depois.
    Beto e Antonella se reencontraram quase uma década depois.
    (Foto: )

    O Sábado de Aleluia foi de emoção para Carlos Alberto Martins, 53 anos, sargento aposentado conhecido no Sul do Estado como Beto Bombeiro. Pelos inesperados da vida, ele reencontrou uma criança que ajudou a salvar quando ela tinha apenas sete dias de vida.

    A bebê, que se engasgou enquanto mamava no seio da mãe, cresceu saudável e é neta de um colega de Beto. O então sargento foi quem fez os procedimentos necessários. Ele lembra que ao chegar no local a criança estava sem ar e já com a pele roxa.

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    O caso aconteceu na virada do ano de 2012, no bairro Magalhães, em Laguna. Nascido em Capivari de Baixo, Beto trabalhou em vários municípios da região e na ocasião servia ao Corpo de Bombeiros Militar da cidade lagunense. Nove anos depois, a aproximação ocorreu na mesma casa onde naquela noite de Réveillon o desespero tomou conta da família.

    — Foi especial para mim encontrar Antonella, hoje plena de saúde. Naquela noite, ela sofreu uma parada respiratória e ficou roxa. A gente fez uso do oxigênio e correu por socorro. No meio do caminho já avisamos o hospital e, felizmente, quando chegamos a equipe médica estava de prontidão.

    Beto explica que, no sábado, foi convidado a ir até a casa de conhecidos para orientar sobre o corte de coqueiros que ofereciam risco de cair. Quem o chamou foi Jasiane Ferreira dos Santos Silva, avó de Antonella.

    “Agradeci muito ao senhor bombeiro"

    — Nossa família é grata a ele por ter salvado a vida da menina. Quando o vi aqui eu lembrei do ocorrido e pensei: vou apresentar Antonella para o Beto, pois se ela está aqui foi pelo seu esforço.

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    Jasiane lembra que o afogamento, considerado comum entre recém-nascidos, foi um grande susto. Por causa do Réveillon, os pais da menina quase não conseguiam ligação para o 190. Jasiane, casada com um bombeiro, estava longe. Ela e o marido tentavam orientar Gabrielle, a mãe, por telefone. Na casa estavam outras pessoas, mas todos muito nervosos e pouco conseguiam fazer.

    Antonella já ouviu esta história outras vezes. Mas desta vez foi diferente, pois viu diante de si aquele que alguns diziam ser um verdadeiro herói.

    — Agradeci muito ao senhor bombeiro que me ajudou — conta a menina que tem ótimas notas na escola, adora matemática e sonha em ser veterinária.

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