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Número de cobras venenosas capturadas em Blumenau e região cresce em 2021; veja as espécies

Levantamento feito pelos bombeiros a pedido do Santa mostra que jararaca e espécie mais venenosa do país estão na lista dos animais encontrados

13/11/2021 - 10h00

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Cobras encontradas em áreas urbanas em Timbó, Blumenau e Pomerode, neste ano
Cobras encontradas em áreas urbanas em Timbó, Blumenau e Pomerode, neste ano
(Foto: )

De vez em quando surge alguma notícia sobre elas. O aparecimento de cobras em Blumenau e região está mais frequente neste ano e os números podem provar. Foram 196 ocorrências para captura de serpentes atendidas pelos bombeiros militares em 2020 contra 245 em 2021. As espécies mais comuns são as temidas venenosas, mas poucos são os casos em que há picada. Veja os detalhes abaixo.

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Dos 245 chamados feitos nos 10 primeiros meses deste ano, 122 foram apenas em Blumenau. Na sequência estão Brusque (50), Timbó (35), Guabiruba (15), Gaspar (13) e Rio dos Cedros (10), todos municípios atendidos pelo 3º Batalhão de Bombeiros Militar, que fez o levantamento a pedido do Santa. No ano passado, no mesmo período, essas seis cidades somaram 196 ocorrências do tipo.

Em Blumenau, Brusque e Guabiruba, a maioria das cobras capturadas eram peçonhentas (59%, 52% e 60%, respectivamente). Nos demais municípios, minoria. Em comum entre os lugares está o fato de que foram poucos os episódios com picadas: 10 no total, sendo quatro em Blumenau, três em Guabiruba, dois em Brusque e um em Gaspar.

Cobra mais venenosa do Brasil no Vale

A coral, que segundo biólogos é a espécie mais venenosa no Brasil, foi capturada pelo menos 29 vezes no período e cidades analisados. Só em Blumenau foram 17. Em Timbó, seis. Brusque, quatro.

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Porém, é a jararaca que lidera a lista das peçonhentas. Comum na região, não teria como ser diferente. Em Blumenau foram 45 capturas, em Brusque 22 e Guabiruba, seis. A jararacuçu completa o ranking. Entre as não venenosas estão a dormideira, muito confundida com a jararaca, a caninana, a cobra d‘água e a cipó.

Por que tantas cobras estão sendo encontradas?

O aparecimento de cobras em ambientes urbanos tem sido cada vez mais comum em Santa Catarina. Para biólogos, o calor e a urbanização próxima a áreas de mata são fatores que explicam o aumento no avistamento desses animais.

— A temperatura é um fator extremamente importante para as serpentes. Aumenta a temperatura e consequentemente a reprodução se intensifica e a procura por alimento também — explicou o biólogo e professor universitário Jackson Preuss.

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O que fazer em caso de picada de cobra?

Caso seja picado por uma cobra, não se deve amarrar o local. Segundo o biólogo Christian Lempek, o torniquete pode aumentar o risco de necrosar o local e resultar até em amputação;

  • Não se deve cortar o local, fazer perfurações ou sucção;
  • O local da picada deve ser lavado com água e sabão;
  • A vítima deve ser levada o mais rápido possível ao hospital;
  • É importante tentar identificar a serpente (pode ser por foto, se possível) pois isso facilitará para escolha do soro antiofídico a ser aplicado.

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Onde ligar caso encontre uma cobra

  • Entre em contato com os Bombeiros (193) ou com a Polícia Ambiental da sua cidade (190);
  • Em caso de acidente com serpente, entre em contato com o Samu (192), os Bombeiros (193) ou se dirija ao hospital público mais próximo;
  • Em caso de dúvidas ou orientações sobre procedimentos de primeiros socorros, ligue para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), pelo telefone: 0800 643 5252.
  • O telefone da Fujama é (47) 3273-8008, de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 17h.

Como evitar atrair animais peçonhentos

A palavra-chave é limpeza. Cobras e lagartos são atraídos por comida e pequenos animais, como roedores, que acabam surgindo em terrenos por conta de restos de alimentos jogados no quintal.

Entulhos com madeira também atraem cobras, que se escondem nesses locais. Quem mora perto de áreas de vegetação pode ter visitas inusitadas. O segredo é não entrar em pânico e seguir as orientações dos socorristas.

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