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Tecnologia e sustentabilidade são tendências da Construção Civil para 2022

Dados de entidades especializadas mostram como a construção civil e o mercado imobiliário se mantiveram em alta durante a pandemia e apontam tendências para o próximo ano

01/12/2021 - 16h00 - Atualizada em: 03/12/2021 - 14h27

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Setor de construção civil e mercado imobiliário vivenciam momento de crescimento mesmo com a pandemia.
Setor de construção civil e mercado imobiliário vivenciam momento de crescimento mesmo com a pandemia.
(Foto: )

Gerenciamento estratégico e resiliência: esses foram os pontos de apoio que fizeram com que o mercado imobiliário e o setor da construção civil se adaptassem rapidamente aos impactos da pandemia desde o último ano. Hoje, ambos colhem os frutos das mudanças implementadas e já traçam novas perspectivas para o segmento.

Mesmo com a chegada da pandemia, o mercado imobiliário protagonizou o melhor índice de vendas dos últimos sete anos. De acordo com relatório recente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), as vendas de imóveis no país aumentaram 26,1% em 2020.

Já a construção civil superou as expectativas, com uma estimativa de crescimento em 4% no PIB do setor, o maior desde 2013, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Outro dado relevante é a geração de emprego, que acumulou em maio de 2021 mais de 2 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A oferta de vagas também teve crescimento. Conforme relatório da CBIC, foram abertos cerca de 15% novos postos de trabalho em relação a janeiro de 2020.

> O mercado já sabe: nenhum consumidor será como antes

É possível ver os efeitos positivos da construção civil também na economia. As projeções da CBIC mostram que em cada R$ 1 milhão de residências entregues, cerca de 3,31 empregos são gerados no pós-obra, o que contribui para um adicional de R$ 0,16 no PIB e R$ 0,08 em tributos. Além disso, o segmento residencial da construção civil tem capacidade de expandir os resultados.

No processo pós-obra, após a entrega das edificações, o setor consegue gerar 36% a mais de demandas para diversos outros setores da economia, incluindo a própria construção.

Construindo o futuro alicerçado no presente

A prosperidade do setor não se limita apenas a números. Se foi possível um crescimento durante a pandemia, muito se deu devido ao investimento em modernização e inovação. Agora, o desafio é manter a construção civil impulsionada e em plena ascensão. Para isso, o uso da tecnologia e a adoção de uma agenda sustentável são elementos cruciais.

É o que aponta o levantamento feito com líderes empresariais pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em setembro de 2021. O estudo mostra que 80% das empresas de grande e médio porte que inovaram em 2020 e 2021 tiveram um ganho de lucratividade, produtividade e competitividade.

Além disso, o impacto da construção civil ao meio ambiente é um dos temas que está em alta. Embora essa não seja uma pauta recente, a exploração e uso irrestrito dos recursos naturais está ganhando mais força e visibilidade. Se antes a sustentabilidade era apenas um diferencial competitivo, hoje ela se torna uma iniciativa vital para todos os setores produtivos. Mais economia, atração de grandes investimentos e oportunidade de novos negócios são apenas alguns desses benefícios.

Já no campo da tecnologia, temos a expansão das construtechs, empresas focadas em soluções para o mercado imobiliário e de construção civil. Com inovações disruptivas, essas startups proporcionam ao setor soluções que possibilitem um gerenciamento mais estratégico do negócio.

Apesar dos desafios que o mercado imobiliário e de construção civil ainda têm pela frente, especialistas afirmam que esses segmentos são um pilar essencial para a recuperação da economia brasileira nos próximos anos. Para isso, aliar o tradicional ao inovador pode ser uma grande estratégia.

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