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Os planos de atletas catarinenses que miram os Jogos de Tóquio, em 2021

Com os Jogos Olímpicos adiados para o segundo semestre de 2021, atletas de Santa Catarina planejam os trabalhos para a disputa da maior competição esportiva 

05/04/2020 - 10h00

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Everton
Por Everton Siemann
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Com a supervisão do cão, Duda Amorim segue planilha de treinos físicos em casa, conforme orientação do clube dela, o Györ, da Hungria
(Foto: )

O Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou na última segunda-feira, dia 30, a data oficial para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Adiada para o ano que vem, a competição, que reunirá 11 mil atletas de pouco mais de 200 países, será disputada entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro. A decisão foi tomada após estudos e negociações entre o presidente do COI, Thomas Bach, e dirigentes das federações esportivas e de comitês nacionais.

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Com isso, os atletas passam a ter um alento, enquanto ainda convivem com as indefinições sobre a retomada dos trabalhos técnicos por conta da pandemia do coronavírus. Enquanto isso, o trabalho se resume em atividades físicas e também mentais, para manter a saúde e o equilíbrio de corpo e mente.

Darlan Romani, de Concórdia, é um dos atletas catarinenses que têm índice e vaga garantida na competição. Em entrevista à rádio CBN Diário, o arremessador de peso disse que tem conseguido fazer alguns treinos, porém, por se tratar de uma prova de campo, o trabalho tem sido prejudicado devido às restrições do isolamento social.

– Agora vamos batalhar, vamos rever os nossos planos para 2021. O sonho continua. Continuem torcendo e nos apoiando – disse o gigante do Oeste de Santa Catarina, com 140 quilos e 1,88m.

Romani é dono da 10ª melhor marca de todos os tempos na modalidade, com 22,61 metros, e tenta evoluir para conquistar um lugar no pódio olímpico. No último mundial de atletismo, em outubro de 2019, em Doha, no Catar, ficou com o 4º lugar na prova. Duas semanas depois, ainda em outubro do ano passado, ele venceu a prova nos 7° Jogos Mundiais Militares, disputada em Wuhan, na China, epicentro da pandemia do novo coranavírus.

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Darlan Romani é um dos principais nomes do arremesso de peso do mundo. Na foto, em ação no Mundial de Doha, no Catar, em 2019
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Na Hungria, a blumenauense Eduarda Amorim, a Duda, divide o tempo entre os treinamentos para manter a forma física e meios de entretenimento para a saúde mental, como leitura de livros e jogos de quebra-cabeça. Ela mora em Gyor, cidade que fica a 120 quilômetros da capital Budapeste. Por telefone, conta que em meio ao isolamento social, ela e o marido saem de casa eventualmente para correr no parque ou então passear com o cachorro, tarefas permitidas pelas autoridades do país.

Duda é uma das principais jogadores da Seleção Brasileira feminina de handebol, que tem vaga assegurada na Olimpíada. Aos 33 anos, prepara-se para encerrar o ciclo nas quadras.

– Estou esperando pelos planos do clube, para saber quando a Liga vai voltar e como tudo se resolverá. Tenho contrato com o Györ até junho do ano que vem. Ao mesmo tempo, vamos conversar com a confederação (de handebol) para falar sobre a Olimpíada – conta.

Se tudo correr conforme Duda planeja, no primeiro semestre de 2021, a melhor jogadora de handebol do mundo de 2013 e 2014 despede-se do Györ, time que atua desde 2009. E em agosto do ano que vem, em Tóquio, pretende pendurar os tênis e a camisa da Seleção Brasileira, que ela defende desde 2006.

– Quero brigar pela medalha olímpica, a única que me falta – pontua a jogadora, que conquistou todos os títulos com o clube e foi campeã mundial com o Brasil em 2013, na Sérvia.

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