O pagamento de R$ 17,7 milhões feito por uma empresa registrada em Santa Catarina é uma das peças que colocou a influenciadora Virgínia Fonseca na mira da Polícia Federal. O valor representa praticamente 80% do montante que ela recebeu na conta da Talismã Digital entre março e setembro de 2024 através de cinco transferências via Pix.

Continua depois da publicidade

A movimentação levantou suspeitas do Banco Santander, que decidiu avisar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os documentos com essas informações vieram a público na Revista Piauí e compõem o processo da CPI das Bets — que morreu sem nenhum indiciamento no Senado após o relatório ser rejeitado pelos parlamentares.

Virgínia era uma das apontadas para possível indiciamento por, supostamente, receber 30% dos valores que os apostadores perdiam em jogos on-line dos quais a influenciadora fazia propagandas nas redes sociais. No período que chamou atenção do Santander, a ex-esposa de Zé Felipe embolsou R$ 22,4 milhões.

Empresa registrada em Itajaí

O que chama atenção das autoridades é que a AMP Pay Marketing, de Itajaí, é cadastrada no Simples Nacional e, em tese, pode faturar até R$ 4,8 milhões por ano. Como, então, em sete meses, pagou R$ 17,7 milhões à Virgínia? Esse é o questionamento dos agentes da Polícia Federal.

Outro aspecto que chama a atenção é que a empresa em questão não tem uma grande estrutura e, conforme consta no registro, fica em um box no Centro de Itajaí. O registro de abertura é de outubro de 2023, cinco meses antes do início das transferências a Virgínia, e com capital social de R$ 50 mil.

Continua depois da publicidade

A defesa de Virgínia diz que os pagamentos foram referentes a campanhas, mas não detalha quais. Diz ainda que os valores foram devidamente declarados à Receita Federal. Agora, a Polícia Federal apura se a influenciadora cometeu crimes financeiros, fiscais e lavagem de dinheiro.

Veja fotos de Virginia Fonseca na CPI das Bets