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POSSÍVEL INFANTICÍDIO

Pai faz relato emocionante sobre filha assassinada em Treze Tílias: "Minha princesa"

Menina de dois anos foi achada morta na casa em que a pequena morava com a mãe e com o ex-padrasto

27/04/2022 - 16h27 - Atualizada em: 27/04/2022 - 17h22

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Paulo
Por Paulo Batistella
Maitê ainda mais nova aparece no colo do pai, Juliano
Maitê ainda mais nova aparece no colo do pai, Juliano
(Foto: )

Familiares da menina de dois anos assassinada em Treze Tílias na noite desta terça-feira (26) se emocionaram em relatos feitos nas redes sociais. O pai dela, Juliano Cezar Matias, chegou a pedir desculpas por "não ter protegido" a menina. O suspeito de infanticídio é o ex-padrasto da criança, que se entregou na manhã desta quarta-feira (27), quando teria confessado o crime, segundo a Polícia Militar. 

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"Me perdoe minha filha se não fui um bom pai, se não te protegi o suficiente desse mundo tão cruel. Meu coração está em pedaços, meu anjinho. Você se foi, deixou seu papai aqui. E seu papai, sem saber de nada, não teve como te proteger. Eu jamais vou me perdoar por não ter conseguido te proteger da maldade", escreveu o pai da menina em publicação no Facebook.

"Eu te amarei eternamente, minha princesinha", finaliza Juliano.

Entenda o caso

O homem suspeito de ter assassinado a criança foi preso na manhã desta quarta. Conforme a Polícia Militar, ele é o ex-companheiro da mãe de Maitê Brambila dos Anjos, de quem foi padrasto. O crime aconteceu no dia anterior.

Um policial que participou das buscas e da prisão do suspeito afirmou à reportagem do Diário Catarinense que o homem confessou ter cometido o crime. Ele foi encaminhado à delegacia de Polícia Civil para prestar depoimento ao responsável pelo inquérito e, na sequência, deverá ser levado ao Presídio Regional de Joaçaba.

A mãe da criança encontrou a filha morta no apartamento em que moravam, na região central de Treze Tílias, quando acionou a PM. Na ocasião, o pai da menina também estava junto, conforme relato à reportagem. Ambos tentavam encontrar a criança que deveria estar sob cuidados do ex-padrasto, mas que não estaria respondendo aos contatos.

A mulher e o ex-companheiro já haviam se separado há cerca de dois meses, mas ainda moravam juntos, até que ele pudesse encontrar um novo local. No dia da morte da menina, ele afirmou que deixaria o apartamento para se mudar para uma quitinete. Ele teria pedido, então, para ficar com a menina naquele dia de despedida, quando compraria algumas presentes para ela.

Quando a mãe da menina retornou do trabalho, o apartamento estava trancado e o ex-companheiro não respondia aos chamados pelo celular. Familiares relataram ao Diário Catarinense que neste momento ela acionou o pai da criança. Ambos fizeram buscas de carro pela cidade, foram até a quitinete para onde o ex-padrasto supostamente deveria se mudar, mas não encontraram ele no local.

Os pais de Maitê foram até à Polícia Militar. Antes da chegada dos policiais ao apartamento, o pai e um tio da vítima arrombaram a porta do local. Dentro da residência, o corpo da menina foi encontrado em cima de uma cama, embaixo de várias cobertas. Ela estaria com um corte no pescoço e já estava sem vida.

Os policiais passaram a tratar o caso como possível assassinato e tinham como principal suspeito o ex-companheiro, que tinha paradeiro desconhecido até ser encontrado, em Treze Tílias, na casa de uma irmã.

O Instituto Geral de Perícias (IGP) foi acionado para ir ao local da ocorrência, na Rua Rudolf Margreiter, na região central da cidade. Os agentes recolheram o corpo da criança.

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