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    Partidos tradicionais de SC perdem prefeituras e abrem espaço a novas siglas

    Confira os partidos que mais ganharam e os que mais perderam prefeituras nestas eleições em relação a 2016

    20/11/2020 - 05h04 - Atualizada em: 22/11/2020 - 22h00

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    Cristian Edel
    Por Cristian Edel Weiss
    PSD conseguiu prefeituras importantes como Palhoça, de Eduardo Freccia, Chapecó, Lages e São José, mas é o partido que mais perdeu prefeituras em relação a 2016
    PSD conseguiu prefeituras importantes como Palhoça, de Eduardo Freccia, Chapecó, Lages e São José, mas é o partido que mais perdeu prefeituras em relação a 2016
    (Foto: )

    O primeiro turno das eleições municipais 2020 trouxe resultados distintos para os 15 partidos que comandarão pelo menos uma prefeitura a partir de 2021. O MDB elegeu prefeitos em 96 cidades catarinenses. A exemplo de eleições anteriores, é o partido com maior número de prefeituras. Em segundo lugar, está o PP, com 52. Logo atrás vêm PSD (42), PSDB (32) e PL (27). Mas, desses cinco primeiros, apenas o PP e o PL conseguiram ampliar o número de municípios conquistados em relação à eleição de 2016.

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    A desidratação dos maiores abriu espaço para novas siglas conquistarem algumas prefeituras. É o caso de PSL (13 cidades), Republicanos (2), Podemos (2), PSC (1), Patriota (1) e pode ser o caso do NOVO, se vencer o segundo turno em Joinville.

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    O partido que mais perdeu prefeituras em relação às eleições de 2016 foi o PSD. Foram conquistadas 18 a menos neste pleito. Ainda assim, o partido do ex-governador Raimundo Colombo conquistou cidades importantes, como Itapema, São José, Chapecó, Palhoça, Lages e Rio do Sul. E pode acrescentar mais uma prefeitura à lista, justamente a maior delas, caso vença o segundo turno em Joinville.

    PT e PSB perderam, cada um, 9 cidades, tornando a representatividade da centro-esquerda mais fraca no Estado. O Partido dos Trabalhadores encolheu o domínio de 20 para 11 prefeituras. Restaram 8 pequenos municípios no Oeste, um na Grande Florianópolis e outro no Sul. Já o PSB teve a redução mais drástica, saindo de 10 e ficando com apenas um: Imbituba, no Litoral Sul. A principal perda foi Balneário Camboriú, porque o candidato do partido em 2016, Fabricio Oliveira, se reelegeu, mas agora sob a sigla do Podemos.

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    Na outra ponta, os que mais cresceram nestas eleições foram o PL, com mais 15 prefeituras, e o PSL, que registrou 13. O Partido Liberal ainda pode confirmar mais uma na conta, Anita Garibaldi, na Serra, caso João Cidinei da Silva obtenha o deferimento da candidatura na Justiça Eleitoral. Já a sigla que elegeu o presidente Jair Bolsonaro e o governador Carlos Moisés da Silva ficou aquém do que se esperava da onda bolsonarista que varreu o Estado em 2018, mas se destacou porque teve saldo positivo, já que em 2016 havia ficado no zero.

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    Na avaliação de Sérgio Saturnino Januário, cientista social e mestre em sociologia política da Exitus Comunicação e Pesquisa, desde a eleição de Jair Bolsonaro (sem partido), em 2018, o país vive uma transição do comportamento político que vai durar algum tempo. O especialista chama o processo de estágio de catarse, com o velho modelo, centrado no PT, tendo morrido, mas sem o novo ter nascido ainda, como novo líder político-partidário.

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    – Na catarse, sabemos o que não queremos, sabemos o que negar e o processo é de luta e enfrentamento. Ainda precisamos decidir este embate. Não temos política de desenvolvimento, temos políticas de ajustes. A política de desenvolvimento somente nascerá depois de saber quem ficou vivo no pós-catarse – conclui Saturnino.

    Para o especialista, apesar de ter conquistado cinco prefeituras a menos do que em 2016, o fato de o MDB ainda ter relevância no mapa político catarinense se deve à característica de se manter como "um partido de 'território local', sempre se apoiou ou concentrou seus esforços nos municípios e no poder legislativo federal".

    Saturnino projeto, para o próximo ano em diante, que mesmo havendo mais de 40 partidos, serão representativos, no máximo, 10. E o principal representante da centro-esquerda brasileira, o PT, terá que se recriar ou "será recriado pelos resultados do presidente Bolsonaro".

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